Treze famílias de uma comunidade quilombola enfrentam uma realidade que já deveria ter ficado no passado: a falta de energia elétrica em suas casas
Entre elas, estão três irmãos que nasceram, cresceram e construíram suas vidas no território, mas que nunca tiveram energia elétrica em suas residências, dependendo até hoje da iluminação por candeeiros.
A comunidade luta para conseguir o acesso ao programa Luz para Todos, mas o processo de implantação da rede elétrica enfrenta impasses envolvendo a empresa Suzano Papel e Celulose e a Coelba, principalmente em relação à utilização de uma estrada que, segundo a comunidade, é vicinal e pertence ao município.
Mesmo após mais de cinco reuniões com o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU), as famílias continuam aguardando uma solução.
O que essas pessoas reivindicam não é um privilégio, mas um direito básico: o acesso à energia elétrica, à dignidade e a melhores condições de vida.
O pedido é que os órgãos competentes deem atenção a essa situação e garantam o cumprimento dos direitos dessas famílias quilombolas, considerando as garantias constitucionais e o Decreto Federal nº 4.887/2003.
São 13 famílias que não podem continuar esperando por um direito tão essencial. Energia elétrica é dignidade, é qualidade de vida e é direito de todos.


