Apesar de ser considerado um eletrodoméstico econômico, o ventilador pode impactar a conta de luz, especialmente em períodos de tarifas mais altas
Com as temperaturas cada vez mais altas em várias regiões do país e o aumento do uso de ventiladores, cresce a preocupação dos consumidores não apenas com o consumo de energia, mas com o impacto desse uso na conta de luz. Embora o gasto energético do aparelho seja o mesmo, independentemente da fonte, da rede elétrica tradicional ou da energia solar, a diferença está no custo final. “Residências com geração solar conseguem compensar parte ou até a totalidade desse consumo, reduzindo significativamente o valor pago na fatura mensal’, explica Rodrigo Bourscheidt, CEO da Energy+, rede de tecnologias renováveis.
Um ventilador doméstico comum tem potência que varia entre cerca de 40 W e 150 W dependendo do modelo e da velocidade usada, ou seja, significativamente inferior ao consumo de aparelhos como ar-condicionado ou chuveiro elétrico, que podem ultrapassar centenas ou milhares de watts.
A equação para estimar o uso de energia é simples: Consumo (kWh) = Potência (W) × Horas de uso ÷ 1.000. “Por exemplo, um ventilador de 100 W ligado por 8 h por dia consome cerca de 0,8 kWh por dia, o que totaliza 24 kWh por mês em um mês de 30 dias. Com uma tarifa média de energia elétrica residencial no Brasil girando em torno de R$ 0,90 a R$ 1,00 por kWh em 2025, esse consumo corresponde a cerca de R$ 20 a R$ 30 por mês de gasto adicional na conta de luz”, esclarece Bourscheidt.
Esse consumo mensal, quando comparado ao de um ar-condicionado, que pode chegar a 180 kWh por mês ou mais, reforça a percepção de que ventiladores são eletrodomésticos de baixo gasto energético. Entretanto, nem todos os ventiladores consomem a mesma quantidade de energia. Entre os principais fatores que explicam essa variação estão:
Tipo de ventilador: modelos de mesa e torre tendem a consumir menos do que ventiladores de teto ou industriais.
Tipo de motor: aparelhos com motores mais modernos, como BLDC (brushless), podem consumir até 40 e 70% menos energia em comparação com motores convencionais.
Tempo de uso: existe um aumento do consumo com o uso contínuo, especialmente em períodos de calor intenso ou quando deixados ligados em ambientes vazios.
Manutenção e idade do aparelho: ventiladores sujos ou com manutenção deficiente podem operar com menos eficiência, elevando o gasto de energia.
“O ventilador, em termos de consumo energético, é um dos equipamentos mais eficientes que uma residência pode ter, especialmente quando comparado a sistemas de refrigeração mais intensos”, diz Bourscheidt. “Mas eficiência não é sinônimo de zero impacto. Pequenas mudanças de hábito, como desligar o ventilador ao sair do ambiente ou optar por modelos com selo de eficiência energética, podem reduzir ainda mais o gasto sem sacrificar o conforto”, acrescenta.
Bourscheidt recomenda ainda algumas práticas simples para reduzir o consumo total sem abrir mão de ventilação: “Prefira ventiladores com selo Procel A, que indicam maior eficiência energética. Use o aparelho em conjunto com ventilação natural, como janelas abertas em horários mais frescos. Também ajuste a velocidade conforme a necessidade, evitando potência máxima desnecessariamente e, por fim, considere motores BLDC, que entregam fluxo de ar eficiente com menor gasto elétrico”, indica.
Em períodos de calor mais intenso, quando o uso simultâneo de ventiladores, ar-condicionado e até do chuveiro elétrico se torna mais frequente, o aumento do consumo residencial tende a ser inevitável. “Nesse cenário, a energia solar deixa de ser apenas uma alternativa sustentável e passa a ser uma estratégia de previsibilidade financeira, ao permitir que o consumidor neutralize parte do aumento do consumo com a própria geração ao longo do dia”, afirma Bourscheidt. “É uma forma de atravessar os meses mais quentes com mais controle sobre os gastos e menor exposição às variações tarifárias”, finaliza o CEO da Energy+.
Sobre a Energy+ Fundada em 2019, em Toledo no Paraná (PR), a Energy+ é uma rede de tecnologia em energias renováveis que oferece soluções voltadas para a geração de energia distribuída. Figurando entre as 50 maiores empresas do segmento no Brasil, a Energy+ atua desde o desenvolvimento e a construção, até o financiamento e operações da cadeia de energia solar. Por Denise Almeida / Assessora de Imprensa da Marklabe. Foto: Press foto para o Freepik


