Trôpegos | Bastidores

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Trôpegos
Estão os novos prefeitos (que se movem com dificuldade) tropeçando, em especial no que tange as finanças. Uns, por nunca terem visto tanta disponibilidade de dinheiro sob sua responsabilidade, outros, pela responsabilidade de gerir exatamente esse tanto de recurso (sem saberem o que fazer de forma lícita). Há, ainda, os coitados devido ao tamanho das dívidas herdadas das gestões anteriores e que, com determinados artifícios, são empurradas de gestão em gestão, emperrando a máquina com sequestros volumosos em razão do não cumprimento das obrigações assumidas.

Filé mignon
A onda de invasões de terras urbanas vem ganhando força aqui na região nos últimos anos. Elas [invasões] não são por, digamos, pobres coitados que precisam de um pedaço de chão para construir suas casinhas, mas por grupos fortes que, na sua maioria, invadem e, segundo informações, acabam vendendo com a desculpa de dividirem o prejuízo caso o proprietário consiga a reintegração de posse junto à Justiça – mesmo depois dessa decisão, a Justiça só pode agir com a autorização da Casa Civil. “Que país é esse?!”, cantava Renato Russo.

Aqui não I
Embora tente outro caminho, que é do diálogo, não é bem assim. Na segunda-feira, dia 30 de janeiro, durante entrevista ao radialista Fernando Moulin, no Programa Comando Geral, da Rádio Caraípe (100,5 FM), o prefeito de Teixeira de Freitas, Timóteo Brito (PSD), anunciou que havia acabado de exonerar 319 servidores contratados sem sua autorização, tampouco do secretário municipal de Saúde, José Arcangêlo Depisol.

Aqui não II
Sem citar nomes, Timóteo alertou que as contratações foram feitas de maneira aleatória, sem a menor observação à classificação de servidores de um concurso já realizado. “Tenho a lista dos funcionários e das necessidades. Mandei exonerar todos e não vou admitir essas contratações, pois, primeiro, temos que chamar os concursados por classificação. Precisamos ‘enxugar’ a Maternidade Santa Rita e o próprio Hospital Municipal, pra sobrar recursos que serão investidos na saúde do povo”, disse. Com Tima é assim, ou passa por ele, ou está fora. Aqui não, macho!

Febre amarela I
Embora o Estado Brasileiro venha acelerando o combate ao mosquito que provoca a febre amarela, casos continuam surgindo em estados como Minas Gerais, Espírito Santo e até São Paulo, que teve quatro mortes – as quais justificam afirmando que as vítimas viajaram pra Minas Gerais, onde se concentra o surto da febre silvestre com 770 casos suspeitos e 52 mortes.

Febre amarela II
Aqui na região do Extremo Sul, onde o governo baiano intensifica a vacinação distribuída pela antiga 9ª Dires, a corrida aos postos de saúde tem deixado muita gente preocupada quando não há disponibilidade da vacina. Por enquanto, apenas os municípios da Bahia vizinhos a área de risco com o Estado de Minas Gerais há recomendação para vacinar, mas, se persistir o aumento de casos, poderá haver vacinação em massa.

Febre amarela III
Segundo a OMS, o Brasil vive o maior surto da doença desde 1980, quando teve início a séria estatística histórica. Ainda segundo a OMS, apesar das medidas que vêm sendo adotadas, é necessária a vacinação em massa da população nas áreas de riscos, principalmente em regiões que antes não eram consideradas de riscos para a transmissão da doença. “São esperados casos adicionais em outros estados do Brasil, em áreas que antes não eram consideradas de risco para transmissão da doença”, diz o documento.

Febre amarela IV
Nas áreas urbanas, onde não se registram casos desde 1942, o mosquito transmissor da febre amarela é o Aedes aegypit, que é o mesmo que transmite a dengue, a zika e a chikungunya, e que circula nas cidades. O Ministério da Saúde tem recomendado a intensificação da vacinação em todos os municípios do país considerados em áreas de riscos, não somente com o objetivo de evitar a reintrodução da doença em áreas urbanas, mas também para evitar a ocorrência das epidemias de dengue, zika e chikungunya.

Febre amarela V
Para que a febre amarela se manifeste em áreas urbanas, contudo, são necessários que tais índices sejam  superiores a 50% de infestação pelo Aedes aegypit. Mesmo assim, o MS reforçou o estoque de vacinas nos estados afetados pela doença, com 11,5 milhões de doses. Além disso, a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) mantém um estoque permanente de 5,5 milhões de doses, que serão entregues de acordo com as solicitações do Ministério. No total, 5,4 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (2,9 milhões), Espírito Santo (1,05 milhão), Bahia (400 mil), Rio de Janeiro (350 mil) e São Paulo (700 mil)

Você sabia que
Apenas 15% da população tem acesso à reciclagem de lixo? Enquanto isso, segue aumentando a quantidade de matérias-primas de qualidade que são, simplesmente, descartadas. E que não existe lixo, existem matérias-primas valiosas e mal aproveitadas?

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