O Projeto Cacau+ Sustentável, mobilizado pelo Instituto Arapyaú, visa a fortalecer a cacauicultura brasileira e promover a inclusão socioprodutiva sustentável
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, formalizou na última quarta-feira, dia 2, parceria com o Instituto Arapyaú, instituição filantrópica brasileira que promove e desenvolve redes e iniciativas estruturantes para fomentar o desenvolvimento justo, inclusivo e de baixo carbono do país, para expansão do “Projeto Cacau+ Sustentável” no extremo sul da Bahia.
O projeto será realizado ao longo dos próximos três anos e tem como principal objetivo possibilitar o incremento na renda de mais de 1100 pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social no extremo sul da Bahia, a partir do fortalecimento da cadeia de cacau na região. O projeto contará com investimento total de cerca de R$ 9 milhões, dos quais R$ 2,1 milhões serão aportados pela Suzano. O Instituto aportará o restante em forma de microcrédito aos produtores beneficiados.
Nesta parceria, o modelo de crédito é adequado às necessidades dos produtores da região, com assistência técnica direta e taxas acessíveis. Esse suporte visa a auxiliá-los na priorização, planejamento e monitoramento dos investimentos, assegurando maior produtividade e sustentabilidade por meio de um conjunto de ações de curto, médio e longo prazos, utilizando o cacau como produto principal. Os produtores também serão incentivados a trabalhar com um produto de maior valor agregado, o que pode dobrar o preço de venda em comparação ao cacau vendido como commodity.
O projeto se propõe a consolidar sistemas agroflorestais (SAF’s), nos quais o cacau é combinado com outras culturas permanentes, promovendo a recuperação de áreas degradadas e aumentando a segurança econômica dos agricultores. A partir desse ponto, os produtores podem ser incentivados a beneficiar a amêndoa de cacau para produzir um produto de maior valor agregado, o que pode dobrar o preço de venda em comparação ao cacau commodity.
“Essa iniciativa é uma das ações apoiadas pela Suzano em parceria com outros atores relevantes e estratégicos para impulsionar o desenvolvimento sustentável nas regiões onde está presente, como o extremo sul da Bahia. Esse projeto está diretamente alinhado ao nosso compromisso de contribuir para retirar 200 mil pessoas da linha da pobreza em nossas áreas de atuação até 2030”, destaca Fabian Fernandes Bruzon, diretor de operações florestais da Suzano.
O gerente de Desenvolvimento Territorial do Sul da Bahia do Instituto Arapyaú, Ricardo Gomes, reforça “Arranjos como este são essenciais para o avanço de uma agenda de país pautada em modelos sustentáveis. Muitos dos produtores-alvo da iniciativa buscam adotar práticas agroecológicas em sistemas agroflorestais, que oportunizam uma diversificação de sua receita e, por sua vez, a melhoria de renda e qualidade de vida”.
O projeto contribuirá diretamente com a atuação da empresa na região, que ano passado apoiou nove projetos em temas como empreendedorismo, acesso a emprego e fortalecimento da agricultura familiar, com mais de 30 mil beneficiários e contribuindo com a retirada de mais de 10 mil pessoas da linha da pobreza.
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ).
Sobre o Instituto Arapyaú
É uma organização filantrópica brasileira que há 16 anos fomenta e incuba redes e iniciativas estruturantes para promover o desenvolvimento justo, inclusivo e de baixo carbono do país. Visamos a promoção de uma agenda de natureza a partir de uma perspectiva integrada entre pessoas, economia e clima, atuando em temáticas emergentes que conectem esses pontos, como a bioeconomia e a restauração florestal. Por Edson Sodré / Jornalista / Assessor de Comunicação da P6 Comunicação.