Rua Mauá

288

A rua Mauá é uma das vias mais movimentadas da cidade, por ela centenas de teixeirenses passam todos os dias indo e vindo do centro. Na mesma rua concentram-se muitos pontos comerciais, dentre eles, é lá que está a Zona de Baixo Meretrício, a ZBM de Teixeira de Freitas.
Entretanto, não bastasse um local em pleno centro, movimentado, por onde pais de família, trabalhadores e crianças passam servir para abrigar bares aonde prostitutas em decadência exibem seus corpos nada desejáveis, fragilizados pelo uso de drogas e bebidas, em muitos casos, há uma enorme concentração de bandidos e menores infratores na localidade.
Houve uma época em que foi recorrente neste periódico matérias sobre crimes e prisões na ZBM, inclusive, apreensão de menores com drogas. Atualmente, são poucos os casos. Mas, pelo que vemos ao passar no local, não é porque acabou, e, sim, porque, talvez, os envolvidos hoje são mais cautelosos.
Em plena segunda-feira foi possível ver uma mulher com menos de 30 anos e perfil físico de 40, andando entre um bar e o outro que fica em uma esquina que dá para um terreno baldio, quase em frente a um posto de gasolina na referida via. Ela caminhava com dificuldades, se arrastando na parede, rindo com seus dentes estragados, aquele sorriso amarelado e seus lábios enegrecidos. A roupa mais suja e rasgada que sexy denuncia que o comércio vai mal…
Outra vez, homens, também cambaleantes, discutiam, enquanto as mulheres, em situação semelhante a citada no parágrafo acima, tentavam separar. Um saiu caindo aqui e acolá, outro ficou afirmando que o mataria caso voltasse… numa das constantes confusões que há no local.
Bem perto, acoplado a um lava jato, tem um cômodo aberto onde é possível ver com a frequência maior que a desejada pessoas fumando algo, cheirando alguma coisa… talvez cigarro comum, quiçá, só estão usando um remédio no nariz. Fato é que o cidadão passa, vê, teme e ignora, porque é perigoso até imaginar que seja droga. Por falar em difícil imaginar, como deve ser quase impossível alguém desejar os serviços oferecidos por aqueles corpos quase desnudos e ainda assim pouco atraentes, por isso, conversando com uma infinidade de gente sobre a insistente existência da ‘rua Mauá’ (no sentido de prostíbulo, uma das primeiras coisas que lembramos ao ouvir o nome da via) o que mais se ouve é: “deve rolar muita droga ali dentro, porque só drogado pro cara pegar uma mulher dessas” (sic).
Enfim, não se sabe ao certo porque algumas coisas não mudam… Mas, ao menos aquele cômodo deveria ser lacrado. Já seria um pouco mais de segurança para quem passa por ali, localidade perigosa, onde, as pessoas, principalmente, mulheres e crianças, não deveriam transitar à noite. Passe pela Getúlio Vargas, ou, presenciará cenas horríveis. No mínimo, a PM dando uns ‘baculejos’, que é normal para o local.