Quadrilha que assaltou BB de Itanhém passaria por Nanuque

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ITANHÉM (Edelvânio Pinheiro) – Torpedos que chegaram aos celulares dos bandidos durante a fuga levam à conclusão de que a quadrilha que assaltou o Banco do Brasil em Itanhém na manhã do dia 5 de setembro mantinha informantes em Nanuque, cidade localizada no norte de Minas Gerais, a 18 km da divisa com a Bahia. A polícia acredita que eles pretendiam chegar a cidade mineira antes dos funcionários do banco serem retirados do cofre central da agência, onde ficaram amordaçados e presos.

A PM apreendeu com os bandidos armamento de guerra e muita munição.

Os assaltantes, que estavam com três fuzis AK 47, um fuzil Colt Comando, uma pistola nove milímetros e 326 munições de diferentes calibres, esqueceram de recolher o celular que estava com o vigilante. Graças a esse aparelho, assim que os bandidos deixaram a agência, foi possível fazer contato com o prefeito de Itanhém, Milton Ferreira Guimarães, que é funcionário do banco e conhece o mecanismo de funcionamento da porta do cofre, para libertá-los. A partir daí foi possível fazer contato com a Polícia Militar, que perseguiu o bando, foi recebida à bala, matou os bandidos, apreendeu as armas, recuperou o dinheiro e libertou um fazendeiro e o filho dele que tinham sido feitos reféns.

Ao contrário do que noticiou o portal de notícias da Globo e o jornal “A Tarde”, de Salvador, foram apenas quatro bandidos que assaltaram o banco. A grande imprensa deu nota de que havia pelo menos mais quatro assaltantes.

Momento que a PM entregou dinheiro e armas apreendidas com o bando.

Três homens com armamento de guerra, um deles usando colete à prova de balas, chegou à agência antes das 8 horas e renderam o gerente de serviço Eduardo Contão Vieira. Os demais funcionários, inclusive os que trabalham na limpeza, iam sendo rendidos assim que chegavam. Todos foram levados para uma sala sem causar qualquer tipo de desconfiança e imobilizados com algemas de plástico e fita adesiva. O quarto assaltante ficou num veículo Astra / GM, de cor preta, placa JNY-2452/Salvador, que estava estacionado próximo ao trevo da cidade, aguardando o desfecho do assalto para fugir com os comparsas. Para chegarem ao local onde o Astra estava, os três assaltantes tomaram de assalto um carro de um dos funcionários do banco.

No confronto, a 15 km de Lajedão, em uma estrada vicinal, o soldado Cleber Sousa Costa, 33, da Companhia Independente de Polícia Especializada Mata Atlântica (Cipe), que dirigia a viatura, morreu, e o soldado Sandro Alves Carvalho, também da Cipe, foi ferido com um tiro na cabeça, mas não corre risco de morte. Os quatro bandidos, todos naturais de São Paulo, que morreram no tiroteio são: Hilton Dias Lovato, 42 anos; Roberto Queiroz Martins, 41; Acácio Gonçalves da Silva, 36; e Ivo Alves Quinzinho, 32.