Profissão repórter

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Sem uma explicação especial, amanhã, 16 de fevereiro, é a data escolhida para celebrar o Dia do Repórter, profissão imprescindível para os meios de comunicação. Embora haja em Teixeira de Freitas e muitos lugares certa confusão com jornalista e repórter, eles não são, necessariamente, a mesma coisa. Na verdade, prega-se teoricamente que todo repórter seja jornalista, embora nem todo jornalista tenha que ser repórter.
Conforme dados, tudo começou em 1942, quando o alemão Johannes Gutenberg revolucionou a imprensa com uma nova técnica de impressão usando máquinas – antes a impressão era manual. A invenção foi fundamental para a criação dos jornais modernos e, consequentemente, o surgimento dos primeiros repórteres. Nas décadas seguintes as publicações aumentaram e a profissão do repórter ficou mais conhecida.
Mais história: no Brasil, os primeiros jornais de caráter noticioso surgiram apenas no final do século IXX, como “O Estado de São Paulo” e o “Jornal do Brasil”. Antes, os jornais publicavam conteúdo oficial e opinativo. Com essa mudança de característica, a profissão do repórter ganhou destaque no início do século XX, quando os jornais passaram a dedicar espaço para as grandes reportagens. Essas são caracterizadas pelo aprofundamento investigativo da informação, pesquisa, contextualização, abordagem multiangular e narrativa diferenciada. Euclides da Cunha é considerado por alguns como o primeiro repórter do Brasil, devido à cobertura da Guerra de Canudos para “O Estado de São Paulo”, em 1896. Na época, o autor de “Os Sertões” entrevistou presos, pesquisou arquivos sobre os personagens da guerra, como Antônio Conselheiro, e narrou para o jornal o que acontecia no arraial.
Atualmente, mesmo como toda mudança no mundo, ainda é árdua a batalha do repórter. A busca por informação é uma tarefa difícil, porém, gratificante. O prazer em informar é o mote da profissão, que, em Teixeira, mesmo alguns não tendo o diploma, é exercida com maestria pela grande maioria. São profissionais que merecem parabéns por estarem sob sol e chuva em busca da notícia.
Ser repórter é um desafio, afinal, ele convive ainda com perseguições de toda espécie e a censura não ficou no passado. Além disso, a violência tem posto fim ao trabalho de muitos. Infelizmente, segundo relatório recente, o Brasil é o 1º em mortes de jornalistas nas Américas, o que só faz reafirmar o valor desta profissão, pois o repórter, por vezes, põe sua vida em risco para nos trazer a informação. Mesmo não contando como morte em trabalho, sempre nos lembraremos de Gel Lopes e Ivan Rocha, sem dúvida, marcantes na história jornalística de Teixeira. Inesquecíveis, sempre!
Parabéns, repórteres teixeirenses, pelo empenho, dedicação ao fazer jornalístico. A imprensa é feita por vocês.

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