O investimento na dignidade da vida e do trabalho do homem

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Por Ibraim Gustavo*

Quando falamos em distribuição de renda, diminuição da pobreza, combate às desigualdades, erradicação da fome, aumento de vagas de emprego e melhores condições de trabalho, estamos falando também de prevenção de doenças, sobrevivência e sustentabilidade dos sistemas de saúde, e manutenção da dignidade da vida e do trabalho do homem.

Proporcionar dignidade ao trabalhador é investir na prevenção de males que podem afetar toda a sociedade, e que podem submeter toda a humanidade a riscos que ela não pode mais correr.

A pandemia mundial de Coronavírus colocou um foco sobre diversas questões que precisavam ser discutidas, especialmente nas pautas de governos, de empresas e da mídia, como a responsabilidade que todos têm com questões de justiças sociais e a manutenção da saúde do trabalhador.

Repensar o futuro é pensar na humanidade

A Caçadora de Tendências e Futurista Sabina Deweik aponta uma série de dados para mostrar como o mundo – e o futuro – precisam ser repensados para que a vida humana seja sustentável a longo prazo, questões que foram escancaradas a partir da pandemia de Covid-19.

Distribuição de riquezas, síndromes e patologias sociais e emocionais, e sustentabilidade entram no rol de assuntos de extrema urgência: “estima-se que existem 14 milhões de toneladas métricas de microplásticos no fundo dos oceanos […] os 2.153 bilionários do mundo detém mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas […] e segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 322 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo”.

Ao olhar para esse quadro, não nos é permitido ficar estagnados. Ele precisa nos incomodar e nos impelir a buscar (e encontrar!) soluções: “E a pergunta que me vêm automaticamente ao me deparar com esses números, é: o que estamos produzindo como humanidade?”, afirma Sabina Deweik.

Se desejamos um futuro, é imprescindível pensar na continuidade da vida humana na Terra, e isso passa por garantir formas de subsistência para todos. Empregos justos, seguros e que permitam qualidade de vida para os trabalhadores e suas famílias, com rendas honestas e bem distribuídas.

E para isso, é fundamental que todos, empreendedores, profissionais, governos e sociedade em geral compreendam o papel social de cada um nessa nova perspectiva. E isso inclui nossa responsabilidade como consumidores de produtos, serviços e marcas que sejam mais responsáveis em relação à natureza e ao homem.

*Ibraim Gustavo é Jornalista, pós-graduado em Marketing (UNIP) e MBA em Comunicação e Mídia (UNIP). É também escritor, redator e radialista, e possui formação em Profissões do Futuro (plataforma O Futuro das Coisas), e no programa Restartse de Empreendedorismo (plataforma StartSe).