“Irmãos Metralhas” são indiciados e tentativa de homicídio é elucidada pelo 8ª Coorpin

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Teixeira de Freitas – A população de Teixeira de Freitas vem acompanhando os trabalhos da nova coordenação da 8ª Coorpin e consequentemente os bons resultados desses trabalhos, com a criação do Núcleo de Homicídio e Tráfico (N.H.T), criado na gestão da coordenadora Valéria Chaves, que juntamente com o delegado titular, Manoel Andreetta, identificaram que o combate ao tráfico de drogas e os crimes contra a vida seriam prioridades na sua gestão, já que os números eram assustadores.
Assim, o N.H.T, liderado pelo delegado Andreetta, e comandado pelos delegados Bruno Ferrari e Ricardo Amaral, desenvolveu investigações lideradas pelo investigador Sérgio Adriano, e elucidaram a tentativa de homicídio ocorrido no Bairro Nova América, no dia 25 de novembro de 2016 e teve como vítima, Rivandeck Correia Pereira. O Núcleo chegou à motivação do crime e identificou organizações criminosas que participaram do crime e que comandam ações criminosas em alguns bairros da cidade.
A tentativa aconteceu na avenida Santos Dummont, em um estabelecimento que vende espetinhos. Segundo as investigações o crime foi praticado pelos irmãos Augusto José Cardoso, o vulgo “Zói” e Joaquim Dias Cardoso, o vulgo “Bracin”, que se aproximaram da vítima a bordo de uma moto e em posse de um revólver calibre 38 efetuaram diversos disparos contra Rivandeck. O crime, segundo a Polícia Civil foi motivado por disputa de territórios entre grupos de traficantes rivais e também por vingança.
Os irmãos tentaram matar Rivandeck após achar que a organização criminosa que ele pertencia, tenha sido a responsável pela morte do traficante Maurício Souza dos Santos, que segundo a Polícia Civil, foi praticada pelos criminosos identificados como Lucas Pereira de Lima, o “Luquinhas”; Manrique de Jesus Pereira e Leandro Poluceno Fernandes, o “Bagre”; e teve como partícipes, Arlan Oliveira Silva, o “Boca Preta”; José Alan Silva Lima; Rodrigo Carvalho dos Santos, o vulgo “Rodrigo Caçador”; Marcelo Braz Costa, o “Babão”, e também Rivandeck, os quais mataram Maurício no dia 24 de Novembro no Caminho do Mar II.
A Polícia Civil identificou ligação de Rivandeck com Patrick Castro e Max Milan, mortos em confronto com a RONDESP, no dia 26 de janeiro de 2017, e que seriam gerentes de uma organização criminosa que buscava o controle exclusivo das ações criminosas dos bairros Nova América, Caminho do Mar I e II. Nesta disputa, Maurício que pertencia a organização criminosa liderada por Romário Gumieiro, o “Barrão”, que foi fuzilado pelos rivais no Bairro Nova América, passou a obedecer às ordens dos irmãos “Zói” e “Bracin”, que assumiu a organização após a morte de Barrão.
O Núcleo identificou que a organização criminosa liderada pelos “irmãos metralhas” possui ligações com outro grupo criminoso que atua no Castelinho, e que é liderado por Jamilton Pontes dos Santos, o “Jal” e por Luan Fergon Gonçalves, o “Lampião”. A Polícia identificou que dias antes de ser morto, Maurício tentou executar Manrique, mas, não obteve êxito na ação, e isso motivou a ira do grupo rival, que literalmente caçou e executou Maurício. No dia seguinte à morte de Maurício, Rivandeck foi alvejado por 5 tiros e socorrido ao Hospital Municipal de Teixeira de Freitas.
Rivandeck já foi preso por porte ilegal de arma de fogo, bem como Joaquim. Já Augusto, o “Zói” foi preso com “maconha” e usando documentos falsos. Segundo o delegado Manoel Andreetta, o procedimento está em fase de saneamento e conclusão, e aguarda laudos e resultados de exames que estão no DPT. A delegada Rina Andrade ficará responsável pela formalização e representação do caso à Justiça. Em conversa com nossa equipe, o chefe do N.H.T disse: “A queda no número de homicídios em Teixeira de Freitas se deve a um alinhamento entre os poderes do estado, Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público e Justiça”.
E acrescentou: “A PM nos trabalhos ostensivos, a PC nas investigações, o MP e a Justiça, nos deferimentos dos mandados de prisão contra os bandidos, mesmo os mandantes que estão dentro da CPTF e antes não eram alcançados. A participação do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas é de extrema importância para o trabalho da Polícia”, foi o que garantiu o titular Andreetta. Os irmãos foram indiciados por homicídio tentado e formação de organização criminosa. Por: Rafael Vedra/Liberdadenews.

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