
Itamaraju – Os policiais civis Mazuk Ribeiro e Jackson Rosa da equipe da delegada Dilma França chegaram de volta a Itamaraju no final da tarde de sexta-feira (19/9) conduzindo o acusado Jeovane Telles de Oliveira, de 49 anos, que estava recolhido na cidade baiana de Camacã, após ter sido preso na vizinha cidade cacaueira de Pau Brasil por força de um mandado de prisão expedido pelo juiz de direito Heitor Awi Machado de Atayde, titular da vara criminal da comarca de Itamaraju, pela prática de um assassinato ocorrido por volta das 23h de domingo, 8 de julho, na rua Paulo Carletto, bairro Tassizão, zona norte da cidade de Itamaraju.
A vítima foi Sílvio Pinheiro de Oliveira, o popular “Cigano”, de 44 anos, que morava na vizinhança da casa do autor. Após uma discussão com Jeovane, Sílvio terminou trucidado a golpes de facão, que chegaram quase a amputar completamente os braços da vítima, além de ter retalhado cabeça e ainda lhe arrancado as orelhas.
Sílvio Pinheiro de Oliveira chegou ainda a ser socorrido com vida pelos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pelos bombeiros civis, e levado para o Hospital Municipal de Itamaraju (HMI), mas, devido à forte hemorragia, morreu pouco tempo depois de ter dado entrada na unidade hospitalar.
Ao chegar preso no Complexo Policial de Itamaraju, Jeovane alegou que desferiu 9 golpes de facão contra sua vítima apenas para se defender, porque, segundo ele, a vítima já teria invadido a sua casa três vezes para lhe matar e na terceira vez teriam discutido e se agredido mutuamente, até que se apossou de um facão e matou seu rival. No entanto, por ocasião do crime, a polícia e nem as testemunharam viram ou recolheram nenhum instrumento que por acaso a vítima tivesse usando que caracterizasse intenção de ter ido matá-lo. Por Lênio Cidreira do site Teixeiranews.