Por Uemerson Florencio*
Estamos atras de um grande conflito planetário para esvaziar os depósitos de armas e munições? A paz mantida depois da Segunda Guerra Mundial se tornou uma ameaça? Porque fala-se tanto numa possível terceira guerra? Este é o verdadeiro desejo das sociedades ao redor do mundo? Afinal, quem lucra mais com as guerras, são os trabalhadores nas fábricas, os pacientes nos hospitais, as crianças nas escolas ou são em geral as indústrias bélicas?
O atual mundo capitalista vive dentro de uma grande rede de interconecções e as suas economias estão cada vez mais interdependentes ou quase integradas, diante da tamanha dependência entre as partes envolvidas. Olhe o que acontece quando existe um forte conflito no Oriente Médio – o que geralmente altera de preço? O petróleo e os seus derivados, não é mesmo? As empresas de armas estão com seus estoques cheios e precisam continuar a produzir, dessa forma, tem que existir algum tipo de desequilíbrio, desarmonia, conflito direto ou indireto para que exista espaço para a venda de armas.
A partir desta reflexão inicial, também vemos diversos países extraírem as suas matérias primas ou recursos minerais e como não podem submeter ao processo de industrialização, pagam o preço de exporta para outros países. Muitos deles, tem recursos naturais em abundância, mas o que se tem, não é compatível com a capacidade industrial interna para garantir os produtos desejados para a sua população consome.
Muitos países compradores estão adotando novas tabelas de valores aplicada as operações comerciais, muitas delas não são justas. Aí, já criam insatisfações, trocas de desafetos e processos jurídicos para a reparação de prejuízos. Como gerenciar estas insatisfações que agora não envolve apenas as empresas, mas também os seus governos, pois eles são financiadores de muitas operações de incentivo interno?
São nações precárias em parques industriais capazes de suprir as suas necessidades, daí, precisam exportar e suprir os mercados interessados pelos seus recursos naturais e minerais. Contudo, costumam também comprar das mãos de países que possuem forte capacidade industrial para transformação de matéria prima para bens e serviços. Eles são realmente capazes de garantir a finalização e a plena comercialização para os demais países do mundo. Muito destes países, aplicam estratégias protecionistas em suas operações cambiais.
Em consequência disso, eles se tornam também os principais influenciadores de mercados e governos em diversas regiões do mundo. Os países vendedores enfrentam altas cargas tributárias e tarifas associadas a estas operações. Na realidade, como competir num cenário onde os incentivos fiscais crescem para o favorecimento da indústria nacional de cada país, mas que não conseguem acompanhar no enfrentamento da grande guerra das taxações?
Atualmente, muitos governos são praticamente sócios dos negócios em seus respectivos países, mas querem dominação global, tudo para si. Embora cada país tenha a sua própria regra, cada país investe e fortalece nas suas industrias. A partir daí, começa a batalha pelo império no sentido de alcançar domínio global com o apoio dos seus respectivos governos. Neste momento, já não sabemos quem é quem o que se quer de fato.
Mas dá para perceber que as tarifas ficam altíssimas para os vendedores. No entanto, os responsáveis pela geração de tarifas, ficam praticamente livre para vender às outras nações. Entretanto, os compradores tem medo de adotar a prática da reciprocidade para não perder o espaço nestes mercados. Nessa batalha, cada um quer levar a melhor vantagem uns sobre os outros, segundo os seus próprios interesses.
Na realidade, são verdadeiros jogos de interesses na esfera global a partir do poder econômico, político, tecnológico e científico, no sentido de vender mais para o mundo inteiro. Dessa forma, hoje o autoritarismo não reflete mais a imagem de um governo totalitário com exércitos armados até os dentes, mas por meio das indústrias autoritárias com operação global que empurram os seus governos para garantir a blindagem das suas operações. Neste caso, as grandes industrias da cadeia produtiva do caos que desejam ver os seus pátios vazios!
Muitas empresas multinacionais da indústria pesada atuam em diversos setores da economia mundial sustentadas pelos seus apelos sutis e emocionais impondo os seus interesses no mundo digital e demais meios de comunicação. Quem não sabe qual é a dancinha, o meme, a música ou a trend que está viralizando nas redes sociais no momento?
Quem já ouviu falar em cortina de fumaça? É um evento que acontece para esconder ou camuflar a realidade sobre muitos escândalos ou atos indesejados. O mundo tem estado muito distraído em diversas cortinas de fumaça e o que se deve atentar, as nações não tem despertado. As ideologias totalitárias, têm fortes influências nos principais centro de decisões políticos, tecnológicos, culturais, ambientais, sociais e econômicos do planeta.
Sendo assim, venho por meio deste promover uma reflexão sobre o estado atual da humanidade no tocando aos esforços para uma grande tragédia global, arrastando a todos para um grande caos. Afinal, hoje testemunhamos diversos tipos de narrativas sistematizadas por meio de campanhas sutis para garantir uma mentalidade de expectativa de um grande conflito global. Vemos governantes com taxações para constranger e inibir por meio das redes sociais, televisão e afins com as suas ideologias visando de fato a consolidação de poder.
Vemos muitos destes esforços para a manutenção de um falso alinhamento, criando assim, uma rota da igualdade, mas também sustentados por diversos discursos de ódio, ataque as diferenças e a diversidade de opiniões. Decisões e atitudes autocráticas, unilateral com a centralização de poder. Repressões violentas para protestos sociais e muito mais. Em suma, é a era das fake News, o radicalismo nos posicionamentos, seguindo de ações extremistas e com total falta de respeito e valorização da dignidade humana. O que realmente queremos para o novo mundo? O que esperar dos seres humanos neste século 21?
*Uemerson Florencio – (Brasileiro) Empreendedor. Treinador, palestrante e correspondente internacional onde expõe sobre a análise da linguagem corporal, gestão da imagem, reputação e crises.


