Grávidas são presas tentando entrar no CPTF com celulares; uma delas com aparelho na vagina

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Teixeira de Freitas – Na manhã de domingo (8/11), uma grávida de 7 meses foi flagrada no setor de revista do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF) na hora de passar no detector de metais. Com ela fora encontrada, na vagina, um aparelho de celular. Maria Teles da Silva, 21 anos de idade, natural de Canavieiras/BA e que reside no Bloco 39, no Padre José I, estava indo visitar seu esposo Henrique S. Araújo, preso do Pátio B.
O aparelho estava acondicionado em papel carbono, fita adesiva, câmara de ar, e, por fim, no preservativo masculino, para facilitar a entrada. “Normalmente, elas usam esses métodos para não serem pegas no detector de metal, mais uma vez se deram mal, já que o detector é muito preciso”, declarou um agente penitenciário. Ainda quando uma agente estava na delegacia registrando essa ocorrência e apresentando o fato, os agentes detiveram outra mulher tentando entrar na unidade com um celular, um carregador e um fone de ouvido enrolados em uma espuma e dentro de uma meia. Lorena dos Santos Rossi, 25 anos de idade, natural de Serra/ES e que reside na avenida Antônio Guimarães, no bairro Serra Dourada, em Serra/ES, dizendo estar grávida de 5 meses. Ela iria visitar o esposo Vinícius S. dos Santos. Segundo o agente, após a mulher passar pela revista, já dentro do presídio, pegou um embrulho que foi jogado para a área interna, já no jardim. “Percebi que tinha algo errado e fui atrás, já na área interna de segurança, chamei para me acompanhar, e ela soltou um pacote com o celular”.
Acrescentou que a conduzida o ameaçou, falando que ele não tinha peito de aço, e o mundo dá voltas, e a cadeia gira; o agente registrou o fato. As mulheres foram encaminhadas à sede da 8ª Coorpin, onde o caso foi registrado e apresentado à delegada plantonista, Waldiza Fernandes. Segundo Maria Teles, ela ganhou R$ 500,00 para levar o aparelho e entregar a alguém, que a mesma não quis informar quem seria.
Em entrevista, Lorena disse que tentou entrar na unidade com os eletrônicos porque não tem como se comunicar com o esposo. Ela afirma que o orelhão do Pátio está quebrado e, por isso, iria levar o aparelho. A delegada, após ouvi-las, lavrou um TCO em desfavor de Lorena e Maria, e ambas foram liberadas.
Elas irão responder pelo crime de ingressar em unidades prisionais com aparelhos celulares sem autorização, crime baseado no artigo 349 A. Por: Mirian Ferreira e Rafael Vedra/Liberdadenews