“Fake News” – Totalitarismo e Cristianismo

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@joalbo_brandao

A grande contribuição do cristão chama-se “Evangelho” e colocá-lo em prática é o seu grande desafio *.

Muito tem se falado sobre o risco a democracia e o perigo iminente do totalitarismo no Brasil. Não é a toa que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem feito esforços significativos para frear o desenvolvimento de algo tão prejudicial à sociedade. A campanha, chamada “Democracia em Pílulas”, visa garantir “eleições limpas e seguras” e conta com a divulgação de conteúdos cotidianos para conscientizar os eleitores sobre a importância de verificar as informações que recebemos diariamente. Ressaltando a necessidade de priorizar o máximo possível os canais oficiais. Mas qual a contribuição do Cristão para essa democracia? Antes de tudo é preciso responder “o que é democracia”? É um governo onde quem exerce o poder é o povo? e neste “governo do povo”, qual deve ser a participação e contribuição das igrejas cristãs ou do cristão?

No Brasil, ameaças às autoridades e à cidadãos comuns têm se tornado recorrentes. Tais atos são justificados, comumente, pela via da “liberdade de expressão”, ainda que não se trate de mera opinião pessoal, mas sim de um ataque deliberado à Constituição Federal, a qual proíbe esse tipo de ação, uma vez que sua intenção seja investir contra o Estado Democrático de Direito.

Penso que, seja fundamental que as igrejas cristãs atuem e auxiliem os cristãos tanto nas suas necessidades quanto na sua formação. O cristão deve ser um cidadão consciente, participativo, engajado nas necessidades da comunidade. Uma voz ativa capaz de discutir com a sociedade as soluções para suas necessidades. Não apenas uma presença contemplativa, um propagador de “Fake News”.

O acesso e o compartilhamento de informações falsas em redes sociais de cristãos não é apenas uma questão de desconhecimento… é intencional!!. Ajudam a gerar a cortina de fumaça para desviar o foco dos escândalos de corrupção, propagando o ódio entre irmãos mudando a direção das atenções daquilo que incomoda.

O cristão deve estar na vanguarda da sociedade pelos princípios bíblicos e seu papel é de formar, atuar socialmente, mas tendo como objetivo principal pregar a Cristo. “Este crucificado e ressuscitado”. Não se pode perder o foco de nosso verdadeiro e principal chamado, mas também não se pode negar que nossas atitudes “falam” mais alto que nossas palavras. Basta ver o episódio dos pastores presos no escândalo de corrupção.

Para Edson Ortega Fernandes* o cristão contribuir com a democracia é participar das discussões e decisões da sociedade, e não lançar seu candidato, que vai “defender os interesses da Igreja”. A Igreja de Cristo não precisa de “defensores”, que vão “zelar pelos seus interesses”. Esse não é o verdadeiro significado de defender a fé cristã. A grande contribuição que a Igreja tem a dar chama-se “Evangelho” e colocá-lo em prática é o seu grande desafio.

*Blog Fé e Verdade.

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