Empresário do turismo investigado por estelionato é preso em Balneário Camboriú após mais de 600 processos

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Empresário é investigado por estelionato, acumula centenas de processos e foi localizado em imóvel de alto padrão durante férias com a família

O empresário Fernando Sampaio de Souza e Silva, de 36 anos, proprietário da empresa Outsider Tours, foi preso nesta terça-feira (6) pela Polícia Civil de Santa Catarina. A ação cumpriu mandado de prisão expedido pela Justiça do Pará, onde o empresário é investigado pelo crime de estelionato.

Segundo a polícia, Fernando Sampaio era considerado foragido e foi localizado em um prédio de alto padrão no Centro de Balneário Camboriú, município conhecido nacionalmente como a “Dubai brasileira”, onde passava férias com familiares.

As investigações indicam que o empresário estaria à frente de empresas de turismo especializadas na venda de pacotes esportivos para eventos nacionais e internacionais. De acordo com os inquéritos, os serviços — que incluíam passagens aéreas, ingressos e hospedagem — não eram entregues aos clientes, apesar de terem sido integralmente pagos.

Há registros de procedimentos policiais e ações judiciais envolvendo Fernando Sampaio em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pará. Conforme apurado pela polícia, ele e suas empresas são alvo de mais de 600 processos e boletins de ocorrência em todo o país.

Em 2025, a Polícia Civil indiciou o empresário duas vezes pelo crime de estelionato. Outras apurações seguem em andamento em delegacias especializadas no Rio de Janeiro, além de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, após um prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão a uma empresa paulista. Na esfera cível, uma agência de turismo da Bahia cobra cerca de R$ 5,9 milhões do empresário.

Outsider Tours, sediada no Centro do Rio de Janeiro, tem Fernando Sampaio de Souza e Silva como único sócio. O nome do empresário ganhou maior visibilidade após uma série de reclamações envolvendo a venda de pacotes para a final da Libertadores de 2022, realizada em Guayaquil, no Equador. Na ocasião, clientes relataram a ausência de assentos em voos previamente adquiridos.

Problemas semelhantes foram registrados na final da Champions League de 2024. Consumidores afirmaram que não receberam os ingressos comprados até momentos antes do início da partida.

Em sua defesa, o empresário nega ter sido intimado pela polícia em registros de ocorrência feitos em 2025 e sustenta que as situações relatadas decorrem de “casos pontuais”, não de um esquema sistemático de fraudes.

As investigações seguem em curso, e a Polícia Civil não descarta novas medidas judiciais conforme o avanço das apurações. Por Alan.Alex / Painel Político

Informações adicionais sobre desdobramentos judiciais dependem de confirmação oficial das autoridades competentes.

 

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