Eleições: não deixe a corrupção partir de você

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O termo democracia surgiu na Antiguidade clássica, em Atenas, na Grécia, para designar a forma de governo que caracterizava a administração política dos interesses coletivos dos habitantes das cidades-estados. O conceito mais usual poderia ser o de que Democracia (“demo+kratos”) é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual.
Essas duas concepções retiradas de pesquisas na grande rede, algo comum na era globalizada, nos mostra que a democracia deveria ser o regime político pautado na vontade do povo. Usei o verbo DEVER no futuro do pretérito porque embora a teoria diga isso, a prática vem demonstrando outra coisa. Até pode ser que a vontade do povo impere, mas, ela é sobrepujada pela dos políticos assim que conseguem se eleger com o voto popular. Para fazer com que a vontade do povo coincida com seu desejo de estar no poder, ele toma posse de discursos demagógicos e tapinhas nas costas, além dos infindáveis abraços calorosos em meio a feiras-livres e bairros periféricos. A população, que é obrigada a exercer a democracia (uma das questões que considero mais contraditória na sociedade moderna), votar, sob medo de ter seu título de eleitor cancelado e, consequentemente, não poder tomar posse em vaga conquistada por meio de concurso público, tirar passaporte e por aí vai.
Daí que questiono sempre essa tal democracia. Já começa errada com o fato de o voto ser obrigatório. No entanto, até entendo, hoje, a importância dessa obrigatoriedade. Pensem! Caso fosse facultativo, muitos não iriam às urnas, pois, há uma ausência de nomes elegíveis na política brasileira. Para ser mais direto, na política teixeirense. Vivemos uma quase escassez de sujeitos dignos de votos, sobretudo no que concerne aos que ocuparam cadeiras na Câmara Municipal, status que é almejado por muitos cansados de trabalhar e querem um ócio remunerado, receber para ficar numa salinha, pensando em dar monções disso e daquilo outro, esquecendo de fiscalizar as ações do Executivo e de criar projetos que viabilizem melhorias de vida para a população e desenvolvimento para a cidade.
É óbvio, mas, tão óbvio, que é desnecessário salientar que existem exceções. Talvez, o povo nem saiba, tendo em vista que, infelizmente, a população deixa a desejar e não faz sua parte – não cobra das lideranças políticas que cumpram seu papel. O que importa é que o edil que fez seu papel nesse mandato tem a consciência tranquila, e o que não fez, bem, este me abdico de opinar sobre aspectos ligados a moral, ética, ou, consciência.
Para que a democracia seja uma palavra com carga semântica relevante a todos, é preciso que a população se mobilize e, já que tem que votar, nada de voto em branco ou nulo, tente aproveitar a arma que os inimigos puseram em suas mãos forçadamente (o voto) e diga não a politicagem, ao jeito podre de fazer política, ao modo covarde e néscio – que acusa sem provas e crítica sem argumentos. Não aceite empregos, cestas-básicas, gasolina, ou, quaisquer outras regalias. Seja diferente deles. Não venda seu voto. Dê o exemplo de honestidade! Quem sabe aprendam…