Por Edson Sebastião de Almeida
RESUMO
O objetivo deste artigo é no sentido de mostrar aos leitores, no que refere-se aos objetivos do PTB ao PT, numa história de amor e luta pela classe trabalhista brasileira. Assim, discorremos sobre o populismo brasileiro, ocasião em que expomos sobre a Era Vargas, a Segunda Guerra Mundial e o Estado Novo, a criação da Petrobrás, por Getúlio Vargas. Também, a concessão do salário mínimo aos trabalhadores adotado pelo Ministro do Trabalho, João Goulart, os acontecimentos sobre o atentado em 5/8/1954, cujos seus desdobramentos resultaram no suicídio de Getúlio Vargas no dia 24/08/1954. Por sua vez, discorremos sobre os governos de Juscelino Kubitschek, um olhar de desenvolvimento, democracia e a fundação de Brasília a capital do Brasil. O governo Jânio Quadros e a sua renúncia, parlamentarismo em 1961, governo João Goulart e a revolução de 31/3/1964, com perseguições aos sindicalistas notadamente os metalúrgicos com ameaças de cercar e invadir o sindicato denominado “Palácio do Aço”, retirando os amotinados mortos ou vivos e perseguições aos políticos adeptos e correligionários ao PTB, aprovação da CF/1988 e a criação em 10/02/1990, do PT, com forte adesão dos metalúrgicos, notadamente o seu líder Lula. Assim, no contexto atual em que vivemos do Estado Democrático de Direito, finalizamos citando Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède, o Montesquieu, que foi político, filósofo e escritor francês, autor de “Espirito das Leis” e que prevaleça nas Eleições 2026, o nosso Estado Democrático de Direito em que prevaleça o poder soberano que emana do povo e que não haja nenhuma interferência internacional em ultraje a nossa soberania.
SUMÁRIO
1.Introdução.2.DO PTB AO PT: uma história de luta e amor pela classe trabalhista brasileira no contexto republicano de Vargas do PTB ao Lula do PT. 3. Considerações Finais. 4. Referências Bibliográficas.
Palavras-chaves: Era Getúlio Vargas, populismo, Golpe do Estado Novo, CLT, UDN, PTB, PSD, MDB, ARENA, Golpe dos Militares, Carlos Lacerda, JK, Mourão Filho, Jânio Quadros, Juiz de Fora, Palácio das Laranjeiras, Mariana de Almeida, Itamar Franco, Clodsmidt Riani, Inquérito Policial Militar, CGT, renúncia, Mourão Filho, parlamentarismo.
1 – INTRODUÇÃO
O objetivo deste artigo é no sentido de mostrar aos leitores de uma maneira geral, uma história de luta e amor pela classe trabalhista brasileira no contexto republicano de Vargas do PTB, ao PT, de Lula.
Mas, o que mais me estimulou publicar o artigo cientifico foi o fato que minha tia e madrinha de batismo Mariana de Almeida, foi uma das protagonistas na luta revolucionária contra o Golpe Militar de 1964, esquecida pela história em Juiz de Fora.
Também, o fato de ser escritor técnico com 185, produções bibliográficas, constantes no Currículo Lattes, do CNPq ter a possibilidade de abrir às cortinas do passado, pois, somos sabedores que é um ato de coragem e respeito aqueles que agiram com sabedoria vividos num passado com repetidas turbulências institucionais esquecidas por décadas, que nós no presente não podemos dar lugar para ameaças antidemocráticas, bem como, não haja nenhuma interferência internacional em ultraje a nossa soberania.
Os leitores poderão observarem que muitos aspectos mencionados neste texto discursivo muitos deles são conhecidos pela opinião pública, até à época da redemocratização com a promulgação da CF/1988, porém, outros não são conhecidos.
Assim, dado ao contexto atual em que vivemos do Estado Democrático de Direito, por essa razão, finalizamos citando Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède, o Montesquieu, que foi político, filósofo e escritor francês, autor de “Espirito das Leis”.
Ainda, que prevaleça nas Eleições 2026, o nosso Estado Democrático de Direito em que prevaleça o poder soberano que emana do povo e que não haja nenhuma interferência internacional em ultraje a nossa soberania.
2 – DO PTB AO PT: uma história de luta e amor pela classe trabalhista brasileira no contexto republicano de Vargas do PTB ao Lula do PT.
No que diz respeito, o que foi a criação do PTB é importante ter conhecimento histórico da Era Vargas de 1930 a 1945, em razão do panorama político brasileiro em que existia o domínio oligárquico no Brasil, podemos mencionar as transformações sociais e econômicas com imigração no sul e sudeste do Brasil.
Também, a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914), deu impulso ao desenvolvimento industrial no Brasil, muito embora houvesse reduções das importações de máquinas e equipamentos, houve a expansão industrial naquela ocasião.
Diante disso, no contexto o qual mencionamos surgiram os grupos sociais urbanos com muita importância e crescente pressão política, por intermédio da burguesia industrial, do operariado e da classe média.
Ainda, não podemos deixar de mencionar os movimentos, a exemplo do tenentismo, naquela ocasião existiu a denominada política do café-com-leite onde os presidentes da república alternavam entre mineiros e paulistas, Revolução Gaúcha, Revolução Paulista de 1924, Coluna Prestes, um aspecto positivo foi “A Semana de Arte Moderna”
Em 1929, quebrou a bolsa de Nova Iorque, Washigton Luís rejeitou qualquer ajuda o que gerou grande insatisfação entre os cafeicultores paulistas, nas eleições presidências de 1930, Minas Gerais, vislumbrou para candidato à presidência o Governador Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva, irmão de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, que tiveram forte atuação política em Barbacena (MG).
Na Aliança Liberal[1] os mineiros em oposição à candidatura de Júlio Prestes, ofereceram a vaga de candidato ao cargo de presidente aos gaúchos, com isso, foi lançado a candidatura o governador do estado, Getúlio Vargas e o vice presidente João Pessoa da Paraíba, mas no dia 26/07/1930, antes da posse do candidato eleito Getúlio Vargas, João Pessoa foi assassinado. Assim, Antônio Carlos de Andrada, disse: “Façamos a revolução antes que o povo faça” os desdobramentos veio culminar com a Revolução de 1930. Assim, o novo presidente foi Getúlio Vargas[2].
O fim da primeira república , ocorreu na gestão de Vargas no início da década de 1930, o populismo, que foi uma característica dominante da Era Vargas, sendo que “O Estado Novo”, ocorreu no período de 1937 a 1945, com abandono da Constituição de 1934, com uma nova Carta em 1937, mas vários fatos antecederam tal mudança, tais como: defesa do setor cafeeiro e o estimulo à indústria, revolução constitucionalista de 1932, a Constituição de 1934, radicalização ideológica, Ação Integralista Brasileira e o Golpe do Estado Novo, implantação da ditadura, fortalecimento do poder do Estado, Intervenção do Estado na Economia, a exemplo de empresa siderúrgica, mineração, mecânica, química e hidrelétrica.
Também, com o Brasil na Segunda Guerra Mundial e a crise do Estado Novo, bem como, a Redemocratização os trabalhadores foram contemplados com a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, instituída no dia 1° de maio de 1943, por meio do Decreto nº 5.452/1943, introduzido pelo ex-presidente Getúlio Vargas tal medida foi reconhecida por todas gerações de trabalhadores até o tempo presente.
Reportando-nos aos acontecimentos da Era Vargas na década de 50, podemos observar na obra História da República Brasileira[3] de Hélio Silva, vejamos algumas descrições em seus textos:
Vargas tornou-se, é certo, o símbolo de seu tempo. Exatamente porque refletiu, no mais longo período de dominação do poder, através de um presidente da República, as mudanças do mundo exterior e as modificações do comportamento de seu povo: políticos, militares e povo, povo mesmo.
[…]
Naquela época já existia os serviços por meio da radiodifusão, através das rádios do país, da conhecida “Hora do Brasil”[4] Vargas tinha uma saudação costumeira: “Trabalhadores do Brasil”, assim, sobre os trabalhadores manifestava-se:
Quando falo em líderes dos trabalhadores não me refiro a representantes políticos, mas aos representantes dos interesses das aspirações, das necessidades das classes, o salário, a habitação, a assistência, o bem-estar das classes. Estas precisam ser representadas pelos seus sindicatos.
Na atualidade os trabalhadores do Brasil não possuem nenhuma representação, pois, ficam sujeitos sobre as amarras das decisões dos Três Poderes, por exemplo, o julgamento da revisão da vida toda, já nos casos dos planos de saúdes não deveria ter intervencionismo empresarial do setor privado pelo fato de ser um direito constitucional obrigatório pelo Estado sem ônus para o povo, por tratar-se de saúde pública que onera financeiramente o povo.
Não obstante, tão somente à saúde do país é representada pelo SUS, que possui alguns pontos positivos os quais não são suficientes para manutenção da saúde em benefício da população, digamos que seja uma meia-sola pelo fato de que somos sabedores que é uma medida improvisada, isto é, uma melhoria pequena que embora haja algumas ações positivas, alguns trabalhos são feitos pela metade de forma precária.
Vale mencionar que, na década de 50 e 60, existiu o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários e outros institutos por classe profissional, os quais foram extintos pelo governo federal, mas somos sabedores que a centralização com criação do Instituto Nacional de Previdência Social – INPS, extinto em 1990, nem tão pouco, o Instituto Nacional e do Seguro Social – INSS, data vênia, não funcionou e não funciona de forma ampla a fim de atender aos anseios de uma vida melhor para os aposentados.
Na década de 50, sábias foram as palavras de Getúlio Vargas, pois, os leitores poderão observar que nesse momento político em que vivemos quer nos parecer que a história se repete significa dizer que: padrões, erros, crises ou comportamentos do passado voltam, a acontecer no presente, porque as pessoas e as sociedades enfrentam problemas parecidos ou são esquecidas as lições antigas, nesse sentido, os leitores poderão constatarem no decorrer do nosso texto argumentativo.
Vargas aos 67 anos de idade ao governar o país ele teria sua chance de desmanchar alguns erros da sua administração, por isso, ele disse: “Quero, ao morrer, deixar um nome digno e respeitado.”
Naquela ocasião no último governo de Getúlio Vargas observamos que assemelha-se ao que vivemos na atualidade, por exemplo, existiu o dualismo dos partidos políticos UDN x PTB, correndo por fora o PSD e aos aspectos econômicos e de soberania do país cujos reflexos foram prejudiciais ao país, entre outros aspectos.
Assim, a vitória de Getúlio Vargas foi incontestada nas eleições de 3/10/1950, aliás, que não foi uma surpresa para seus correligionários, nem tão pouco, para os seus opositores. Mas no decorrer do seu mandato ele foi interrompido com sua morte no dia 24 de agosto de 1954, o ex-presidente cometeu suicídio com um tiro no peito em seus aposentos no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
A Petrobrás foi criada pelo Governo Federal do Brasil, sob a liderança do ex-presidente Getúlio Vargas, a empresa foi fundada em 3 de outubro de 1953, por meio da Lei nº 2.004, de 3/10/1953. A criação ocorreu após uma forte campanha popular nacional conhecida pelo lema “O petróleo é nosso!” batalha da Petrobrás foi vitoriosa com alto custo, convenhamos até hoje defendido por nós brasileiros e não pela invasão de nossa soberania.
Vale mencionar que, o economista baiano que coordenou a elaboração e o projeto de criação da Petrobrás foi o saudoso Rômulo Barreto de Almeida, conhecido como Rômulo Almeida, nascido em Salvador, ele atuou como chefe da Assessoria Econômica da Presidência da República durante o segundo governo de Getúlio Vargas. Nessa posição, ele liderou o grupo técnico que desenhou o projeto da estatal petrolífera, que culminou na sanção da Lei nº 2.004 em 3 de outubro de 1953.
Em relação a pessoa do economista eu tive a honra de conhecê-lo numa manifestação na Praça do Campo Grande, em Salvador (BA), lembro-me que após a manifestação caminhamos desde o Campo Grande até o bairro de Ondina onde eu residia, ocasião em que naquela época socializamos vários aspectos polêmicos da CF/1988, acredito se vivo estivesse ele contribuiria bastante sobre a Reforma Tributária com base na EC nº 132/2023 e a LC nº 214/2025[5].
Além de ser o mentor técnico, planejador, idealizador e principal técnico de criação da Petrobrás, Rômulo Almeida, também coordenou e participou ativamente da criação de outras instituições fundamentais para o desenvolvimento brasileiro, como o BNDES, o Banco do Nordeste (BNB) e a Sudene.
Reportando-nos ao ex-presidente Getúlio Vargas, ele foi o responsável pela criação da Eletrobrás e uma siderurgia, com a inauguração da CSN em Volta Redonda, naquela ocasião seu nome foi esquecido por conveniências políticas, mas o povo e os trabalhadores sabiam que o criador da siderúrgica no Brasil foi Getúlio Vargas.
Naquela época havia um projeto de desenvolvimento que forças descartariam de Vargas o poder utilizando outras táticas consideradas mais eficazes daquelas que seriam impossíveis de serem praticadas por Vargas, mas a leitura das peças do inquérito do Galeão não incriminaram Getúlio Vargas nem tão pouco membros de sua família, após 1950, vivenciamos na política marchas e contramarchas nos seus golpes e contragolpes, a exemplo do que ocorreu em 31/03/1964, mas nada se equipara à Democracia que vivemos em nossos dias.
Porém, Vargas caracterizou-se por ser um líder reformador populista e não um líder revolucionário popular ele sempre contou com o apoio das massas urbanas que pudesse ser uma alternativa a fim de que ele evitasse o suicídio, mas mesmo pressionado nos derradeiros 19 dias que antecederam o dia 24 de agosto de 1954, com episódio que aconteceu em frente ao prédio onde residia Carlos Lacerda que sofreu apenas um ferimento leve no pé, mas o major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, que lhe fazia a segurança, foi baleado e morreu.
Na gestão de Vargas uma das promessas feitas seria a concessão de um Salário Mínimo aos trabalhadores que foi concretizado pelo Ministro do Trabalho, João Goulart, com isso, afetando os empresários que acusaram o ministro de uma formação do regime em uma “República Sindicalista” com “Manifestos dos Coronéis” representado de 42 coronéis e 39 tenentes-coronéis, exigindo o afastamento do Ministro do Trabalho.
Diante disso, para assegurar a crise o ministro ofereceu o sacrifício destituindo-se do cargo de ministro. Aliás, por ironia do destino em 1964, João Goulart com o Golpe dos Militares em 31 de março de 1964 e consumado em 1º de abril de 1964, o ex-presidente João Goulart foi deposto do cargo de Presidente da República.
Mas, como somos sabedores uma das ocorrências desgastantes para Getúlio Vargas foi o atentado contra Carlos Lacerda, conhecido historicamente conhecido como o Atentado da Rua Tonelero, ocorrido na madrugada de 5 de agosto de 1954.
O episódio aconteceu em frente ao prédio onde o jornalista e político residia, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. Naquela ocasião, Carlos Lacerda estava com seu filho Sergio de 15 anos, protegendo-o, mas, Lacerda sofreu apenas um ferimento leve no pé, mas o major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, que lhe fazia a segurança, foi baleado e morreu.
Nesse contexto, Gregório Fortunato, o Chefe da Guarda Pessoal de Vargas foi preso pela Aeronáutica e recolhido à Base Aérea do Galeão, no dia 14 de agosto, João valente de Sousa que foi subchefe da Guarda Pessoal de Vargas foi preso pela Aeronáutica, confirmando que Climério pertencia à Guarda Pessoal e participou do atentado, denunciando inclusive que ele recebeu de Gregório Fortunato, dando-lhe dinheiro para facilitar sua fuga, mas a detenção de Climério deu-se em condições dramáticas na madrugada de 17/08/1954, porém após uma noite de vigília ele entregou-se sem resistência, Carlos Niemeyer, deu-lhe voz de prisão, ouvindo dele: “Pelo amor de Deus, não me mate”.
Tal ocorrência agravou a crise política do país, pois as investigações apontaram o envolvimento de membros da Guarda Pessoal do então presidente Getúlio Vargas, culminando no suicídio de Vargas 19 dias depois do atentado, isto é, cometeu suicídio com um tiro no peito no dia 24 de agosto de 1954.
No período de 1956 a 1961, o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, conhecido por JK, mineiro, de Diamantina, conterrâneo do meu falecido pai, militar lotado naquela época no Ministério da Guerra, inclusive somos sabedores que JK foi Governador de Minas Gerais sendo apoiado pelo ex-Governador Benedito Valadares, nascido em Pará de Minas onde residem alguns de meus familiares, inclusive sua esposa Odete Valadares naquela época pertencia ao ciclo de amizade da minha saudosa tia Maria José Melo, carinhosamente chamada de tia Mariquita, nos tradicionais café das tardes mineiras.
O governo de JK, foi conhecido pelo seu desenvolvimento, caracterizado pela tranquilidade política e de prosperidade econômica com desenvolvimento industrial, no que refere-se as Forças Armadas nomeou como Ministro da Guerra o prestigiando general Lott.
No que refere-se sobre a participação do Estado na economia foi criado o Plano de Metas, reunidos em cinco setores, ou seja, energia, transporte, indústria, educação e alimentação. Também, foi incluída meta física, chamada uma meta-símbolo, que não foi incluído no plano, não obstante, foram concentrados recursos, esforços e energia do governo para construção de Brasília, que hoje é a Capital do Brasil.
Nas eleições de 1960 para fins de sucessão de Juscelino Kubitschek, a UDN apoiou o governador de São Paulo, naquela época Jânio Quadros, que segundo palavras de Carlos Lacerda ganharia de qualquer maneira, estando conosco na UDN ou PTB. Nas eleições Jânio Quadros foi eleito presidente e para vice-presidente João Goulart, o Jango.
Vale esclarecer que, diferentemente daquilo que os militares e alguns segmentos da sociedade propagavam que Jango era adepto ao comunismo, aliás, o que está ocorrendo atualmente com o PT, naquela época foi o ex-presidente Jânio Quadros que focou seu governo na política externa, restabelecendo relações diplomáticas com a União Soviética enviando o vice-presidente João Goulart em missão oficial à China comunista e condenou a agressiva política dos USA, no que referiu-se à Cuba governada por Fidel Castro.
Também, convidou o líder revolucionário de Cuba Ernesto “Che” Guevara, para uma visita ao Brasil, o que acabou acontecendo recebido com honras de Chefe de Estado, condecorado com a ordem do “Cruzeiro do Sul”, para o descontentamento das Forças Armadas, data vênia, nesse contexto, reportando-nos sobre a Revolução de 1964, o presidente Jango foi o “boi de piranha”, ora, nós brasileiros daquela época somos sabedores que foi Jânio Quadros em 1961, quem recebeu o dirigente cubano Fidel Castro.
Jânio Quadros na política externa aproximou-se de grupos nacionalistas ou de esquerda, com isso, restabelecendo relações diplomáticas com a União Soviética, bem como, enviou o vice-presidente João Goulart em missão oficial à China comunista, inclusive convidando uma visita ao Brasil do revolucionário de Cuba, Ernesto “Che” Guevara.
Ora subitamente Jânio Quadros enviou uma carta de renúncia sob o argumento a qual já mencionamos de ele ter sido ameaçado por “forças terríveis”, será que tais forças terríveis foram as Forças Armadas? Ora foi com a mesma retórica que as “Forças Armadas” impuseram forças no sentido de Jango renunciar sob alegação de que ele mantinha laços com países comunistas, inclusive o sindicato dos metalúrgicos, entre outros, mas somos sabedores que as Forças Armadas, naquele ocasião estavam dividida, pois, vários oficiais defendiam o respeito da legalidade.
De fato, em 25/08/1961, no “Dia do Soldado” o clima era de tensão em Brasília devido às declarações feitas , na véspera à noite, pelo governador da Guanabara, Carlos Lacerda. Nesse dia, Jânio Quadros convocou os ministros militares, dizendo-lhes: “Chamei-os para dizer-lhes que renunciarei agora à Presidência da República” em seguida [6]Jânio Quadros, renunciou ao cargo de presidente da república, enviando uma carta de renúncia ao Congresso Nacional, numa retórica de que “forças terríveis” manifestavam-se contra ele.
À renúncia de Jânio, nos remete interpretar quem foi o responsável pela renúncia de Jânio Quadros nas palavras do Marechal Odílio Denys, aludiu à denúncia de Carlos Lacerda: “Em seu discurso Lacerda fala num plano de reforma institucional preparado pelo presidente da república. Acusa o ministro Pedroso Horta de o ter convidado para participar do golpe.”
O golpe foi repetido com a Revolução de 31/03/1964, com as participações dos governadores do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda, Ademar de Barros de São Paulo, Magalhães Pinto de Minas Gerais e do integralista General Olímpio Mourão Filho da 4ª Região Militar em Juiz de Fora.
No comportamento humano nada é por acaso e sim em razão de motivos, ressentimentos, entre outros, Getúlio Vargas, do PTB, foi um ferrenho combatente do integralismo no Brasil. Mas, ele não combateu o capitão e integralista Olímpio Mourão Filho inicialmente, mas, pelo contrário, Mourão Filho elaborou o falso Plano Cohen em 1937, como um estudo interno da Ação Integralista Brasileira.
Relação entre Getúlio Vargas e Olímpio Mourão Filho
- Criação do Plano Cohen: Olímpio Mourão Filho redigiu um plano falso simulando uma insurreição comunista no Brasil para fins de estudo interno dos integralistas.
- Pretexto para o Golpe: O governo de Getúlio Vargas apropriou-se do documento para alardear uma suposta ameaça comunista iminente.
- Instauração do Estado Novo: Com base nesse medo fabricado, Vargas decretou estado de guerra em 1937 e instaurou seu regime ditatorial.
- Conflito Posterior: Os integralistas apoiaram a queda da democracia, mas acabaram colocados na ilegalidade pelo próprio Estado Novo, o que gerou um levante integralista frustrado contra Vargas em maio de 1938, mas a origem do plano foi uma colaboração indireta e utilitária para o golpe de 1937.
Reportando-nos sobre à renúncia de Jânio Quadros no dia 25/08/1961, João Goulart, naquela ocasião encontrava-se em Singapura, sendo comunicado da renúncia de Jânio Quadros, no dia 26/08/2026, e que ele teria que receber a faixa de presidente da mãos de Ranieri Mazzilli.
Mas, como somos sabedores as Forças Armadas vetaram a posse de João Goulart, alegando “segurança nacional”, assim, valendo-se de presidente interino Ranieri Mazzili e os ministros militares propuseram que o Congresso aprovassem a manutenção de Mazzilli no cargo até que houvesse eleições presidenciais, mas o Congresso rejeitou o pedido, com isso, foi desencadeado uma grave crise política.
Nesse contexto, foram várias as tentativas de impedir a posse de Jango, com isso, colocando o país à beira de uma guerra civil, a solução do Congresso seria a implantação do parlamentarismo o que acabou ocorrendo em 02/09/1961, por meio de uma emenda constitucional, nesse sentido, Jango assumiria a presidência, mas o governo seria assumido por intermédio de um primeiro-ministro.
Nós somos sabedores que o Brasil foi governado sob os ditames de um orquestrado parlamentarismo no período de setembro de 1961 e janeiro de 1963, porém, no que se referia ao meio político, este continuava tenso, durante 16 meses de parlamentarismo o Brasil teve três primeiros-ministros, ou seja, Tancredo Neves (PSD), Brochado da Rocha (PSD) e Hermes Lima (PSB).
No parlamentarismo adotado naquela época existiu um ponto de intersecção em razão de vários interesses antagônicos, inclusive face ao fracasso do sistema adotado o plebiscito foi antecipado, ocasião em que os eleitores foram favoráveis ao retorno do presidencialismo, com isso, dava-se início a etapa presidencialista do governo de Jango.
Assim, Jango ao governar efetivamente na condição de presidente do Brasil, adotou Reforma Administrativa, Plano Trienal e Reformas de Base, com alcance nos aspectos agrários, tributários, financeiros e administrativos.
João Goulart, populista dava ênfase na sua reforma sobre o aspecto agrário, o que acabou adotando convencimentos um tanto quanto radicais, aliás, não obtendo adesão daqueles que foram contrários ao seu governo.
Por outro lado, o momento político se agravava no país, com partido dividindo-se em facções, por sua vez, o PTB mesmo com seu crescimento não conseguia apoio no Congresso, por sua vez, nos quatro cantos do país, vislumbrou-se uma verdadeira democracia onde segmentos da sociedade manifestavam-se, com participações dos sindicatos em defesa das reformas de base, organizando greves em protesto pelo aumento do custo de vida, em que destacava-se uma organização social, isto é, o Comando Geral dos Trabalhadores – CGT.
Não obstante, o epicentro para Revolução de 1964, foi no dia 13/03/1964, com “Comício da Central do Brasil”, no Rio de Janeiro, com comparecimento de João Goulart discursando aproximadamente para 150 mil pessoas, radicalizando sua promessa de uma reforma agrária, além de uma reforma urbana.
Mas em oposição ao “Comício da Central do Brasil” aproximadamente 500 mil pessoas desfilaram em São Paulo, na conhecida “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”[7] em apoio aos golpistas em que a Revolta dos Marinheiros no Rio de janeiro, serviu de base imediata do golpe.
De maneira que, vislumbrava-se naquela época um novo caminho, por meio de uma revolução a fim de depor o presidente da república e seus correligionários do PTB, nesse sentido, os militares obtiveram adesões dos governadores, a exemplo, de Magalhães Pinto, de Minas Gerais, Carlos Lacerda, do Rio de Janeiro e Ademar de Barros, de São Paulo.
Vale mencionar que, os generais influentes da Revolução de 1964, todos de Barbacena (MG), foram os irmãos do Coronel Andrada Serpa, que ao ser chamado por Mourão Filho[8], no seu gabinete, o militar declarou tacitamente ao general: “não estou de acordo com a revolução é um erro”.
Mas, na ocasião o general Olímpio Mourão Filho, assumiu em Juiz de Fora, comando da 4ª Região Militar, ocasião em que foram executados os planos estratégicos no sentido de transformar Minas Gerais numa fortaleza de resistência, inclusive contatos com os governadores que apoiaram o golpe.
Aliás, sou sabedor como muitos juiz-forano que Mourão Filho, nos dias que antecederam o dia 31/03/1964, em sua residência na rua Barão de Cataguases em Juiz de Fora, ele recebeu os governadores apoiadores do golpe, os quais mencionamos anteriormente, inclusive alternavam os seus contatos sobre o golpe no Quartel General, da 4ª região Militar, localizado no bairro Mariano Procópio.
No dia “D” a telefônica de Juiz de Fora foi ocupada pelo Exército revolucionário, pois, a prioridade das ligações era do General Mourão Filho, o primeiro telefonema foi para o deputado Aramando Falcão, que seria o aviso no sentido da eclosão do movimento revolucionário, outro telefonema foi para o general Humberto Castelo Branco, alegando que gostaria de saber confirmação da notícia inesperada, pelo fato da data escolhida ser o dia 2/4/1964 e não 31/3/1964.
O presidente João Goulart no Palácio das Laranjeiras ficou sabedor do levante em Minas Gerais, por intermédio do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Mas, após várias tentativas para inibir levante, encontrou obstáculos do Secretário de Segurança de Carlos Lacerda, inclusive o serviço secreto do Exército não manteve o presidente informado da conspiração, muito tarde Jango ficou sabendo que o centro da conjuração no Ministério da Guerra, foi o seu próprio chefe do Estado-Maior, o general Humberto Castelo Branco.
No que refere-se aos aspectos históricos no Brasil ficaram a margem da opinião pública, pois, muitos deles prejudicaram o saber do conhecimento humano, no que referem-se aos aspectos científico, filosófico e religioso.
De fato, nós brasileiros vivemos naquela época momentos difíceis quando da Revolução de 31/03/1964, injustiças e perdas humanas poderiam ser evitadas, que ocasionaram uma história triste para nossa pátria, mas, tão somente após algumas décadas que ficamos sabedores de fatos os quais quem sabe poderiam mudar o rumo da história?
Diante disso, vejamos, o que o Chefe do Estado-maior das Forças Armadas[9], no fatídico momento no Palácio das Laranjeiras em audiência com o presidente João Goulart, no dia 31/03/1964, declarou:
“Afirmo que ao chegar ao Palácio das Laranjeiras, encontrava-se em audiência com o presidente João Goulart e o ex-presidente Juscelino Kubitschek. Esperei bastante tempo o fim desta audiência para, então, ser recebido pelo presidente João Goulart. Realmente, durante minha palestra com s. exa., o ministro Abelardo Jurema pediu licença e interrompeu nossa conversa e depositou em mãos do sr. João Goulart um pedaço de papel, s. exa. Leu e virou-se para mim dizendo: “O general Mourão acaba de publicar um manifesto exigindo a minha renúncia. Estará isto direito?” Eu respondi dizendo: “Sou muito amigo do general Mourão. Ele foi meu substituto em Santa Maria no comando da 3ª DI e serviu sob minhas ordens no II Exército, como comandante da 2ª Região Militar, por pouco tempo, cerca de seis meses, apenas. Foi transferido por perseguição do ministro da Guerra”. A seguir, eu disse: “O general é de Diamantina, da mesma terra do ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek. Ambos foram muitos amigos. O general Mourão aprendeu a ler com a mãe do presidente Juscelino. E o senador Juscelino aprendeu o beabá com a mãe do general Mourão. A palestra com o João Goulart prolongou-se e eu fiz sentir ao presidente que ainda que era possível uma solução política para aquela situação grave e, mais tarde, eu vim a saber pelo senador Juscelino que ele tratava do mesmo assunto com o presidente.
Quando conversei com s. exa., eu propunha que ele adotasse uma decisão pronta e que assumisse, perante a nação, um compromisso formal, de não consentir na greve política anunciada pelo CGT, de que iria intervir nos sindicatos e punir, de acordo com a lei, aqueles que transgredirem. Assim, também, que ele assumisse o compromisso, perante a nação, de passar a governar com os partidos políticos em vez dos sindicatos e que se apoiasse nas Forças Armadas. Lamentavelmente, s. exa. não quis adotar, como também não aceitou a solução semelhante, política, que lhe havia proposto, momentos antes, o senador Juscelino”.
Quando ocorreu a Revolução de 31/03/1964, eu tinha 14 anos, completaria 15 anos de idade em junho daquele ano, morava em Juiz de Fora, na rua Capitão Arnaldo de Carvalho, no bairro Jardim Glória na casa dos meu avós e da minha tia e madrinha de batismo, Mariana de Almeida, ela possuía uma alta capacidade de se comunicar, expressar ideias com clareza e persuadir o público de forma estruturada conectando o ouvinte com empatia.
A saudosa tia Mariana de Almeida, nasceu em Resende Costa, Minas Gerais, em 17/10/1917, seu pai Galdino Braz de Almeida e Maria Rosaria de Almeida, sendo os avós paternos João Braz de Almeida e Eliza Rosalina de Almeida e avós materno Amâncio Teixeira Muniz e Maria da conceição Teixeira, sendo que a família Muniz é residente em Oliveira (MG).
Mariana de Almeida, foi uma cabeça pensante exercendo liderança na sua função de telefonista da Companhia Telefônica de Juiz de Fora, aliás, além de outros episódios que discorreremos neste texto argumentativo, tal liderança poderá ser atestada, quando da Homenagem Póstuma em 1º/4/1994, publicada por Agostinho Bethoven M. Beghelli seu amigo telefônico, quando do falecimento dela em 31/03/1994, por ironia do destino 30 anos após o Golpe Militar, que estendeu por 21 anos, com os “anos de chumbo de 1964 a 1985”.
No contexto que discorremos ao expor sobre a trajetória da vida de Mariana de Almeida, não poderemos deixar de mencionar algumas pessoas importantes na sua vida pregressa.
De fato, uma das pessoas foi Itamar Franco nas eleições de 1962, ele candidatou-se ao cargo de vice-prefeito de Juiz de Fora (MG), pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Mariana de Almeida por indicação de Itamar Franco candidatou-se para vereadora, ambos não foram eleitos ocasião em que nos comícios ela dado aos problemas de saúde ocasionada por Artrite Reumatoide, que dificultava sua locomoção e que causou-lhe em 1964 uma paralisia ficando numa cadeira de rodas, naquela ocasião nas eleições de 1962, realizada em 7/10/1962, nos comícios realizados pelo partido político, o candidato Itamar Franco segurava a candidata nos braços para que ela discursasse ao público eleitor e aos apoiadores.
Naquela época muitos registos históricos foram omissos, inclusive com a Ditadura Militar existiu um apagão cultural e político, mas certeza eu tenho que naquela época em 1962, antes, durante e após as eleições de 1962, tenho uma certeza que Mariana de Almeida foi uma importante conselheira de Itamar Franco.
O meu irmão Newton Luís de Almeida, formado em Licenciatura de Letras, na UFJF, de Juiz de Fora, teve uma relação amigável com Itamar Augusto Cautiero Franco, conforme, podemos observar na foto com os dois juntos na EMBRAPA em Juiz de Fora tirada antes do falecimento em 2/7/2011, do saudoso ex-presidente.
Na sua vida política Itamar Franco, filiou-se no PTB, em 1958, após a Ditadura Militar, filiou-se ao MDB, obtendo na sua trajetória política, os seguintes cargos:
- Prefeito de Juiz de Fora (MG) (1967-1971)
- Prefeito de Juiz de Fora (MG) (1973-1974)
- Membro do Senado federal do Brasil (1975-1990)
- Vice-presidente do Brasil (1990-1992)
- Presidente interino no Brasil (1990-1992)
- Presidente interino no Brasil (1992-1992)
- Presidente do Brasil (1992-1995)
- Governador de Minas Gerais (1999-2003)
- Embaixador do Brasil na Itália (2003-2005)
- Membro do Senado Federal do Brasil (2011-2011).
Na minha atividade na condição de escritor técnico tenho 185 produções bibliográficas, por isso, não poderia deixar de escrever sobre a Revolução de 1964, discorrendo sobre os fatos ocorridos, conforme, mencionamos neste texto argumentativo, bem como, de pessoas do nosso convívio naquela época, a exemplo de tia Mariana de Almeida, Itamar Franco, Clodesmidt Riani, Jair Reihn, Peralva de Miranda Delgado, entre outros.
Pois, abrir às cortinas do passado é um ato de coragem e respeito aqueles que agiram com sabedoria de um passado com repetidas turbulências institucionais esquecidas por décadas.
O sindicalista Clodesmidt Riani, naquela época trabalhou na Companhia Mineira de Eletricidade, sindicalizado no Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Juiz de Fora.
A exemplo de Itamar Franco, Mariana de Almeida, também, foi conselheira de Riani, inclusive além do Sindicato dos Eletricistas, Riani foi presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI), entidade dos trabalhadores da indústria (CNTI), entidade máxima em que Clodesmidt Riani foi presidente.
Vale esclarecer que, expor sobre Riani, considerando os enormes acervos da doutrina em Juiz de Fora, por exemplo, pela própria Prefeitura de Juiz de Fora, seria uma perda de tempo, pois, o meu objetivo é mostrar aquilo que foi esquecido ou omitido na trajetória do sindicalista e sim ele como sindicalista preso em 1964, quando naquela ocasião ele foi parceiro de Mariana de Almeida em defesa da classe operária.
Na doutrina pesquisada, inclusive em Juiz de Fora, é mencionado que Riani foi conselheiro de João Goulart, mas o que foi esquecido pela história é que Mariana de Almeida, telefonista na década de 60, foi conselheira de Clodesmidt Riani, inclusive quando de viagem para o exterior ele costumava solicitar de Mariana de Almeida que ela procurasse Dª Norma sua esposa, mas, o seu silêncio na época do Golpe Militar acredito que foi para preservar tia Mariana, inclusive face ao estado de saúde dela, que nos próximos textos mencionaremos um fato relacionado com Mariana de Almeida e o Exército Brasileiro, com a conclusão do Inquérito Policial Militar.
Naquela ocasião em que ocorreu o estopim da Revolução de 1964, por motivo de dificuldades de locomoção de tia Mariana em razão da “Artrite Reumatoide”, Donira de Almeida, conhecida por Dª Dora, minha saudosa mãe e irmã de Mariana de Almeida e considerando, que havia muitos vizinhos militares minha mãe ficou encarregada de informar tia Mariana o que estava ocorrendo no centro da cidade, inclusive ficaram sabedora o momento do estopim da revolução, também, tia Mariana, naquela época ela foi radioamadora, o seu prefixo era PY4AFX, de Juiz de Fora, mesmo paralítica na cadeira de roda, sua voz ecoava para todo Brasil e o mundo.
O General Olímpio Mourão Filho morou na rua Barão de Cataguases, localizada na região central de Juiz de Fora, no bairro Santa Helena, cuja casa serviu como um dos pontos centrais de articulação política e conspiração, que intrigava os vizinhos da região, conforme, já mencionamos neste texto argumentativo, inclusive com a presença do Governador de Minas Gerais, naquela época Magalhães Pinto, este inclusive vale mencionar que esteve com Mariana de Almeida, Clodsmidt Riani e minha irmã Elisa, no Palácio da Liberdade em Belo Horizonte, nos anos que antecederam o Golpe Militar, foi tirada uma foto naquela ocasião, mas, tia Mariana temendo investigações por meio das Forças Armadas, através de Inquérito Policial Militar (IPM), rasgou a referida foto, bem como, os panfletos impressos de propaganda eleitoral, com sua foto, número e o seu nome, que são apelidados de “santinho”.
No que diz respeito aos episódios ocorridos na revolução antidemocrática de 31/03/1964, a qual rejeitou o poder do voto livre, das leis e do estado democrático de direito, vale esclarecer que, antes de adentrarmos nos aspectos da revolução sobre a participação da minha tia Mariana de Almeida, neste texto argumentativo mencionamos sobre a Era Vargas, com a criação do PTB, o período presidencial JK , de 1956 a 1960 e, sobre à renúncia de Jânio Quadros em seguida o Governo Jango e a revolução antidemocrática.
Ainda, observamos algumas informações importantes divulgadas pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora e de outros canais de comunicação para o público leitor, mas, não constatei nada a qual faça referência da participação de Mariana de Almeida naquela ocasião turbulenta em Juiz de Fora e em todo país, aliás, ela foi uma guerreira em benefício dos trabalhadores, ou seja, tal omissão, datas vênia, é injusta, principalmente quando veiculada pela Câmara Municipal dos Vereadores de Juiz de Fora, cuja prefeita é do Partido Trabalhista (PT).
Um fato que não esqueço foi com os meus 14 anos de idade, ocasião em que residia com tia Mariana (in memorian), avó Sebastiana (in memorian), tio Galeno (in memorian) e tia Gardênia (in memorian), naquela ocasião eclodiu o estopim da Revolução de 31/03/1964.
Pois, nós somos sabedores que as tropas do Exército da 4ª Região Militar de Juiz de Fora, comandada pelo General Olímpio Mourão Filho dirigiu-se com destino ao Rio de Janeiro para ir ao Palácio das Laranjeiras, onde encontrava-se o presidente Jango, com isso, o pânico tomou conta da cidade de Juiz de Fora e de todo território do Brasil.
Naquela ocasião, os parlamentares da Câmara Municipal de juiz de Fora e particularmente os membros do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que foram aliados do governo e do sindicalista Clodsmidt Riani, ficaram em pânico quanto aos seus destinos não só políticos, bem como, na condição de seres humanos.
Naquele contexto, o qual nos referimos o vereador Jair Reihn (in memorian), naquela época “Presidente do Sindicato dos Têxteis”, eleito em 1962, pelo PTB, no Portal de Notícias de 26/03/2025, da Prefeitura de Juiz de Fora, discorre que ele somente foi preso em 4/4/1964, por motivo de estar em viagem, naquela época.
Entretanto, conforme, nosso convívio familiar presenciamos que Jair Reihn procurou tia Mariana, na eclosão do fatídico golpe alarmado quanto ao seu destino. Por essa razão, como a casa de tia Mariana onde residíamos era localizada na rua Capitão Arnaldo de Carvalho, no bairro Jardim Glória no fundo do quintal da casa havia um portão que dava para o Cemitério da Glória dos padres redendoristas, foi o local onde o parlamentar ficou escondido, por essa razão, minha avó Sebastiana (in memorian) preparava refeições para ele, entregue pelo meu tio Galeno (in memorian), porém, como o cerco militar estava intenso colocando-o vulnerável, tia Mariana, disse-lhe para procurar outro lugar mais seguro.
Nas informações sobre Clodesmidt Riani, filiado naquela época no PTB, constam nos documentos publicados pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora[10] que Riani foi conselheiro de Jango, mas foi esquecido pela história que Mariana de Almeida, telefonista, foi conselheira de Riani, face ao seu sábio conhecimento argumentativo. Também, é mencionado que Riani, apresentou-se ao Comando da 4ª Região Militar em Juiz de Fora, no dia 5/4/1964.
Porém, o que a história omite e que ao entregar-se na 4ª Região Militar, ele foi recebido no Corpo da Guarda, pelo Oficial do Dia, que lhe deu uma cusparada em seu rosto e contido pelo seu filho, evitando o pior, aliás, tal fato poderia ser atestado por intermédio de Clodsmidt Riani Filho, pois, esse episódio fiquei sabedor por tia Mariana, minha madrinha de batismo que ajudou na minha formação pessoal e nos meus estudos quando residente em Juiz de Fora, inclusive ela contou com ajuda do saudoso vereador Peralva de Miranda Delgado, quando fui estudar no Ginásio Monteiro Lobato, no bairro Manoel Honório.
Mariana de Almeida, amiga de partido político teve um relacionamento com Peralva de Miranda Delgado em prol do sistema educacional de Juiz de Fora, político atuante pelo PTB, ele foi Secretário Municipal da CNEG – Companhia Nacional de Educandário Gratuitos.
Também, participou da fundação de diversas escolas em vários municípios localizados na Zona da Mata mineira, ele foi cassado em 7/5/1964, pelo regime militar, mas a exemplo, dos fatos os quais discorremos anteriormente, à história omite.
O livro sobre MEMÓRIAS DA REPRESSÃO: Relatório da Comissão Municipal da Verdade, conforme, já mencionamos não discorre sobre Mariana de Almeida, do PTB, que também, foi submetida ao Inquérito Policial Militar, mas acreditamos que seus amigos correligionários do PTB em respeito sobre as dificuldades de locomoção de tia Mariana em razão da “Artrite Reumatoide”, bem como, das fortes dores ocasionadas pela doença, mantiveram um silêncio sobre à vida pregressa de Mariana de Almeida, que veio a falecer por ironia do destino no dia 31/03/1994, na data do dia e mês que ocorreu o golpe militar e a data do dia, mês e ano, que governava o Brasil o seu amigo correligionário Itamar Franco.
Reportando-nos sobre ao Inquérito Policial Militar, em que Mariana de Almeida, foi submetida, no trabalho elaborado pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, denominado: MEMÓRIAS DA REPRESSÃO: Relatório da Comissão Municipal da Verdade, não constatamos nos textos descritivos do citado relatório.
Naquela ocasião eu estava com 14 anos de idade, num dado dia quando conversava com amigos na parte exterior no passeio da casa presenciei que uma guarnição do Exército com militares fortemente armados estacionaram em frente à casa de minha tia, imediatamente subi as escadaria da casa para avisar tia Mariana.
O comandante adentrou no quarto de tia Mariana e o restante da guarnição ficaram de plantão do lado de fora, o oficial do exército ao conversar com tia Mariana ele percebeu que ela encontrava-se numa cadeira de rodas, também, percebeu que ela era portadora de “Artrite Reumatoide”, por esses motivos, ele ficou convencido que estava diante de uma pessoa bondosa e debilitada e dado sua patologia não faria nenhum ato que viesse prejudicar pessoas muito menos sua pátria.
Mariana de Almeida, teve um forte aliado que era sua capacidade de se comunicar, expressava ideais com clareza, com isso, persuadindo pessoas de forma estruturada. Por essa razão, ela convenceu o oficial militar de patente elevada, que foi responsável pelo inquérito, que concluiu, discorrendo que a indiciada Mariana de Almeida, não cometeu crime, decidindo pelo arquivamento do processo.
Além disso, ele ficou de ajudar tia Mariana na obtenção de remédios para tratamento da sua patologia.
No que refere-se aos anos de chumbo de 1964 a 1985, cujo regime militar durou 21 (vinte e um) anos, com generais do exército, ou seja, Humberto de Alencar Castello Branco (1964-1967), Artur da Costa e Silva (1967-1969), Emílio Garrastazu Medici (1969-1979), Ernesto Geisel (1974-1979) e, João Batista Figueiredo (1979-1985), em tais gestões foram adotadas medidas as quais deparamos com liberdade sem democracia, a exemplo dos denominados dos Atos Institucionais em que o presidente decretou o AI-5, o mais violento de todos os atos vigentes naquela época.
A denominada ditadura total, foram nos períodos de 1968 a 1977, mas existiram luta armada, Medici linha dura acabou governando o país agindo com grande violência, repressões e torturas, por sua vez, na área econômica, o seu governo ficou conhecido de “O Milagre Brasileiro”, também, o governo dele foi taxado de ter realizado as denominadas obras faraônicas, entre outras.
A luta pela abertura do país do regime antidemocrático em que vivemos da Ditadura Militar, nos quatro cantos do país vislumbrou-se “a luta pela abertura do regime”, renascendo o principal projeto do General Castelo Branco, seria a “abertura política”, mas, ele faleceu num misterioso acidente aéreo em julho de 1967.
Mas a chamada liberdade renasceu em 1974, quando o MDB de Ulisses Guimarães e de outros correligionários acabou vencendo a ARENA, do governo militar, por isso, no Governo do General Geisel, tinha como objetivo consolidar a abertura política, o que seria a “desmontagem do aparelho repressivo”. Aliás, o suicídio de Wladimir Herzog, trouxe à baila os aspectos decisivos da abertura em combate à linha dura.
Mas a crise econômica prejudicou o projeto de abertura do país, existiram insatisfações com o regime militar, as quais surgiram entre os trabalhadores do ABC paulista, operários da indústria automobilística e metalúrgica, com greves em 1978 e 1979, surgindo novas lideranças, com isso, destacou-se Luís Inácio da Silva, o Lula, do Sindicato dos Metalúrgicos, caracterizado como hábil negociador e comprometido basicamente com os interesses dos trabalhadores de seu sindicato.
O Partido dos Trabalhadores – PT, foi criado no dia 10/2/1980, no auditório do Colégio Sion no bairro de Higienópolis, em São Paulo, que ao lado de Lula não estavam apenas os metalúrgicos, bem como, alguns intelectuais, a exemplo de Mário Pedrosa, entre outros, mas, por ironia do destino o partido nasceu efetivamente no dia 7/6/1979, naquele dia completei 30 anos de idade, trabalhando aqui na Bahia numa siderúrgica, aliás, como metalúrgico. Naquela data de 7/6/1979, estavam presentes somente trabalhadores nos luxuosos salões neoclássicos do Hotel Palace em Poços de Caldas em Minas Gerais.
Naquele época destacou-se na Bahia o Sindicato dos Metalúrgicos, inclusive com a liderança de Edval Passos, ex-colega de trabalho na USIBA, empresa metalúrgica, localizada em Simões Filho, atualmente a empresa pertence ao Grupo Gerdau, assim, com decorrer dos anos o grupo baiano dos metalúrgicos foi responsável pela derrota do CARLISMO, no governo da Bahia.
Enfim, o Brasil atual deve-se a redemocratização de 1985, em que presenciamos uma nova ordem na política, onde podemos destacar muitos brasileiros comprometidos com o destino regime democrático do Brasil, a exemplo, de Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, José Sarney, Itamar Franco, Luís Inácio Lula da Silva, entre outros, bem como, coroada a plenitude democrática brasileira com a promulgação da Constituição de 1988, por essa razão, nós brasileiros temos o dever cívico de preservar no regime político o bom funcionamento da democracia do Brasil.
Na década de 80, em reconhecimento pela vida pregressa de tia Mariana de Almeida, ela foi a madrinha de batismo do meu filho André e o padrinho o meu irmão Newton, também, o nome de minha filha é Mariana.
No pretérito nas candidaturas dos partidos políticos nós observamos propostas que eram discutidas não apenas com os eleitores, também, com pessoas dotadas de conhecimentos do país, bem como, do saber não apenas político, também, econômico, tributário, administrativo, trabalhista, constitucional, entre outros.
Não obstante, atualmente por intermédio dos canais de comunicações, inclusive pelo “Horário da Propaganda Política” observamos que tão somente existem trocas de ofensas num ambiente que nós brasileiros conhecemos de “fofocas” com fracos argumentos que não acrescentam nada do que se espera de um governante ou de um parlamentar que venha representar o povo brasileiro numa assembléia, esquecem que o Brasil tem passado, presente e futuro coerente com as necessidades do país.
Aliás, é uma vergonha e desrespeito aos eleitores conscientes das necessidades efetivas para população e do desenvolvimento do país, pois, os brasileiros não querem de saber de fofocas da direita, esquerda, centro ou de qualquer meio político, que não traduzam em seus discursos os projetos eleitorais para o desenvolvimento do país.
No pretérito, o povo brasileiro conheceu “gênios políticos”, a exemplo, de Antônio Carlos de Andrada, José Bonifácio de Andrada, Afonso Pena, Otávio Mangabeira, João Pessoa, sobrinho de Epitácio Pessoa, entre outros, inclusive já mencionamos neste texto argumentativo.
Diante do contexto atual sob a égide do Estado Democrático de Direito e com uma participação honrosa do povo brasileiro no exercício da sua cidadania em que o poder emana do povo, sob o olhar atento do Supremo Tribunal Eleitoral (STE) ao funcionamento e garantia dos votos do eleitorado nas urnas eleitorais no dia 4 de outubro de 2026, o povo brasileiro exercerá o seu direito constitucional.
Diante do contexto em que vivemos no País, no campo do empirismo transcendental no meu foro íntimo fiz uma viagem no tempo em relação a Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède, o Montesquieu, que foi político, filósofo e escritor francês, autor de “Espirito das Leis”, teórico da doutrina que veio culminar com a separação dos poderes numa política de ideais republicanos, cuja causa mortis dele com 66 (sessenta e seis) anos de idade, em 10/2/1755, foi em decorrência de uma forte febre, já quase cego.
Mas Montesquieu, se vivo estivesse e domiciliado no Brasil, ficaria estarrecido como instituidor do espirito das leis, pois, sendo naquela época doutrinador, ele vislumbrou sobre a harmonia dos três poderes, isto é, executivo, legislativo e judiciário numa república em que cada um agindo com seu papel de forma eficaz em benefício da democracia, conforme os anseios da sociedade.
Enfim, da obra de Montesquieu[11] podemos refletir sobre seus ensinamentos, observem:
Se eu pudesse fazer com que todo mundo tivesse novas razões para estimar seus deveres, seu príncipe, sua pátria, suas leis; com que todos pudessem sentir melhor sua felicidade em cada país, em cada governo, em cada posto onde cada qual se achasse, julgar-me-ia o mais feliz dos mortais.
Seu eu pudesse fazer com aqueles que governem aumentassem seus conhecimentos acerca daquilo que deve prescrever, e aqueles que obedecem encontrassem um novo prazer em obedecer, julgar-me-ia o mais feliz dos mortais.
Julgar-me-ia o mais feliz dos mortais se pudesse fazer com quem os homens pudessem se libertar de seus preconceitos. Por preconceito quero significar aqui não aquilo que faz com que ignoremos certas coisas, mas o que faz com que nos ignoremos a nós mesmos.
[…]
Também é claro que o monarca que, levado por maus conselhos ou pela própria negligência, deixar de executar as leis, poderá facilmente reparar o mal: para isso bastará mudar o Conselho ou se corrigir dessa negligência. Porém, quando em um governo popular as leis não são mais executadas, o Estado já estará perdido, pois isso só pode ser consequência da corrupção da república.
3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objetivo deste artigo foi no sentido de mostrar aos eleitores do país uma história de luta e amor pela classe trabalhista brasileira no contexto republicano do PTB de Getúlio Vargas ao Luís Inácio Lula da Silva do PT.
No texto abrimos à cortina do passado em respeito aqueles brasileiros que lutaram pela democracia do país, inclusive ficaram no anonimato a exemplo de Mariana de Almeida e outros que perderam à vida, perseguidos, inclusive alguns que foram exilados do país.
O texto mostra os episódios ocorridos desde a Era Vargas até os nossos dias em que no sufrágio universal às eleições serão realizadas no dia 4/10/2026, em 1º turno, diante disso, nós brasileiros vamos às urnas, ocasião em que promete uma disputa acirrada de todos os tempos históricos, mas acredito que ela deverá ser democrática em que o povo brasileiro como protagonista é quem decidirá pela democracia brasileira.
Assim, dado ao contexto atual em que vivemos do Estado Democrático de Direito, finalizamos o nosso texto argumentativo citando Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède, o Montesquieu, que foi político, filósofo e escritor francês, autor de “Espirito das Leis”.
Enfim, que nas “Eleições 2026”, o nosso Estado Democrático de Direito prevaleça o poder soberano que emana do povo e que não haja nenhuma interferência internacional em ultraje a nossa soberania.
4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA, Edson Sebastião de. MANUAL DA REFORMA TRIBUTÁRIA: técnicas e práticas jurídicas e contábeis, comentadas e comparadas. 1ª Edição. Joinville: Editora Clube de Autores, 2026, 585 p, ISBN: 978-65-266-7185-6.
MINAS GERAIS. Secretaria Municipal de Juiz de Fora. MEMÓRIAS DA REPRESSÃO: Relatório da Comissão Municipal da Verdade, 2ª ed. Juiz de Fora: Editora MAMM, 2016, p. 274, ISBN: 978-85-62136-320.
MONTESQUIEU. Do Espírito das Leis. Tradução: Jean Melville. São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 14-35.
SILVA, Hélio; CARNEIRO, Maria Cecília Ribas. História da República Brasileira – O GOLPE DE 64. São Paulo: Editora Três, 1998. ISBN: 83-7368-437-2.
VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História do Brasil. São Paulo, Scipione, 1997.
[1] SILVA, Hélio; CARNEIRO, Maria Cecília Ribas. História da República Brasileira. São Paulo: Editora Três, 1998. ISBN: 83-7368-437-2.
[2] VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História do Brasil. São Paulo, Scipione, 1997.
[3] SILVA, Hélio; CARNEIRO, Maria Cecília Ribas. História da República Brasileira. São Paulo: Editora Três, 1998. ISBN: 83-7368-437-2.
[4] Idem, ibidem.
[5] ALMEIDA, Edson Sebastião de. MANUAL DA REFORMA TRIBUTÁRIA: técnicas e práticas jurídicas e contábeis, comentadas e comparadas. 1ª Edição. Joinville: Editora Clube de Autores, 2026, 585 p, ISBN: 978-65-266-7185-6.
[6] SILVA, Hélio; CARNEIRO, Maria Cecília Ribas. História da República Brasileira – A Renúncia de Jânio. São Paulo: Editora Três, 1998. ISBN: 83-7368-437-2, p. 122.
[7] VICENTINO, Cláudio. História do Brasil. São Paulo: Scipione, 1997.
[8] SILVA, Hélio; CARNEIRO, Maria Cecília Ribas. História da República Brasileira – O GOLPE DE 64. São Paulo: Editora Três, 1998. ISBN: 83-7368-437-2, p. 55.
[9] SILVA, Hélio; CARNEIRO, Maria Cecília Ribas. História da República Brasileira – O GOLPE DE 64. São Paulo: Editora Três, 1998. ISBN: 83-7368-437-2, p. 143-144.
[10] MINAS GERAIS. Secretaria Municipal de Juiz de Fora. MEMÓRIAS DA REPRESSÃO: Relatório da Comissão Municipal da Verdade, 2ª ed. Juiz de Fora: Editora MAMM, 2016, p. 274, ISBN: 978-85-62136-320.
[11] MONTESQUIEU. Do Espírito das Leis. Tradução: Jean Melville. São Paulo: Martin Claret, 2002, p. 14-35.


