DE QUEM É A CULPA? (30 de janeiro/2013)

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Obeso, ou gordo, ou aquele com excesso de tecido adiposo, é algo que chama a atenção de todos. A comilança é uma moléstia da modernidade, do consumismo exagerado, “do comer e beber” desenfreados, como se a felicidade do ser humano começasse pela boca.

Dizem que quem come menos, vive mais… Se esse pensamento tem lógica, como “viver bem”, ou muito, seria comer demais? O homem do deserto do Saara é obeso?

É certo que há muito caso congênito, mas a obesidade tem origem na comilança… Por que um sujeito tomar duas ou mais garrafas de certo refrigerante por dia?

Biscoito recheado… e sentado na poltrona. Mortadela, pão com manteiga… e sentado na poltrona. Milk shake, e mais guloseima. Como não engordar?

Comida e ociosidade são dois males modernos, que tornam o País incapaz de resolver os problemas advindos dessa coisa farta… rica… tão variada quanto o poder doentio de mandar, de ter.

Saia, ande, vá à feira… mande seu filho ir à padaria comprar pão ao invés de ficar horas e horas à frente do computador em joguinhos eletrônicos ou digitais… Assim, o corpo, parado, vira uma bola. E tudo vira uma bola de neve.

Nem o endocrinologista consegue resolver… Não há remédio ou conselho que resolvam o problema da obesidade, em especial a infantil, se o sujeito só come.

Viram que um médico teve problema de relacionamento ou de interpretação com uma cliente sobre o porquê da obesidade? Talvez ele não tenha sabido explicar; seu modo de falar a ofendeu, mas no fundo ele estava, e está, certo. A real solução, salvo motivo especial, é fechar a boca. Já viu vaqueiro, tirador de leite, lenhador, trabalhador braçal gordão ou gordinho? Se já viu, foi um entre um milhão, ou aquele cuja obesidade tem origem congênita.

A pediatria infantil está batendo na tecla – leia artigos a respeito – de que a solução para a obesidade infantil está no controle da alimentação, e muito, no tipo – excesso de carboidratos e líquidos constitui um veneno; diz que depois, de certo tempo, o corpo fica viciado, mais viciado que a mente do sujeito, e aí o caldo entorna – não há mais jeito.

Será que a cirurgia bariátrica resolveria o problema? Parece que a solução, a mais simples e a mais eficaz, está no controle alimentar e na vontade de o sujeito comer menos, e não de se empanturrar como se fosse um porco baé a ficar gordo precocemente para enriquecer o dono… Empanturrar é gula. Gula é pecado. Pecado é…

Qual seria a solução? A busca ao histórico do povo brasileiro, que na época das dificuldades… das vacas magras – o País não tinha tanta gente com excesso de peso. 

E agora? A começar pela família e pela escola, a forma de alimentação de muito brasileiro precisa mudar. Obesidade, como dizem os especialistas, nem sempre indica saúde.