Choro particular…

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As pessoas têm o péssimo hábito de julgarem umas as outras. É uma ação, por vezes, involuntária. E sobre isso existem provérbios e ditos populares alertando: “não julgais para não ser julgado”, mas, insistem em ter pré-conceitos.
O problema das ‘pré-concepções’ é que o padrão de avaliação é ineficiente, posto que julgamos o outro com base em conceitos que temos, sendo que estes são relativos, uma vez que, algo certo, errado, bonito, feio, bom, ruim etc. PARA MIM, possivelmente não o é para outrem. Afinal, somos idiossincráticos, e é preciso respeitar isso.
Só que aí está: quase ninguém respeita isso. É incrível como basta o colega de sala discordar de sua opinião em um debate aberto sobre assuntos, geralmente, polêmicos, como religião, política, sexo…, que você já se inflama todo, já muda o tom de voz e insiste em rebater o posicionamento dele, quando, em muitos casos, ele quis apenas, como você, expor a sua opinião, que, “infelizmente”, difere da sua. Este tipo de comportamento mostra como somos imaturos no que se refere ao ego, à manutenção de nossa autoestima, que é baixíssima, a ponto de ser ferida com coisas racionalmente banais, como um debate diário.
No entanto, ouso abusar de meu lado humanamente paradoxal e tentar explicar porque há situações em que é difícil lidar com a divergência de opiniões. Por exemplo, há quem defenda os animais ferrenhamente e lute para pôr fim aos maus-tratos (particularmente, SOU deste grupo), e há quem não maltrate, mas, também não defenda. Até aí, ótimo. Já é alguma coisa…. porém, dentre estes últimos, existem os que ficam fazendo comparações toscas e infundadas: dizem que a pessoa defende um cachorro e não uma criança, que os defensores deveriam estar cuidando das crianças abandonadas et. Etc. e tal. Poxa! Que idiotice! Absurdo. Tremenda falta de inteligência… enfim, burrice mesmo, ausência de criticidade! Há órgãos que defendem e lutam pelos interesses das crianças e cresce a cada dia os que lutam em prol dos animais, sobretudo domésticos.
É imprescindível respeitar o outro e suas escolhas, suas demonstrações de raiva, amor, revolta, solidariedade, desde que isso não esteja prejudicando o bem-estar comum. E penso que alguém defender os animais, chorar diante de cenas de maus-tratos ou coisa do gênero não prejudica a ninguém, então, porque criticar? Dizer que não entende porque uma pessoa chora ao ler/ver notícias de animais feridos e não faz o mesmo ao ver de crianças que são espancadas?
Desculpem o desabafo, mas, é isso que leio em tristes comentários nas redes sociais, e até já ouvi. Oras! Difícil explicar os sentimentos e triste ver a pequinês da alma humana, que se preocupa com detalhes sem importância. A mim não interessa o porquê você chora, apenas que está chorando. E, diante disso, fazer o que puder pra aliviar seu pranto. Se uns choram por animais, outros, pessoas, há também quem o faz pelos dois. Destes grupos, há as ‘lágrimas de crocodilo’ e há a dor real, de quem entende o significado de amar ao próximo e a responsabilidade que Deus nos deu de zelar pelos animais.

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