China pressiona EUA por fim de bloqueio e interferência em Cuba

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Autoridades chinesas pedem que os Estados Unidos suspendam sanções e o bloqueio contra Cuba, destacando soberania e estabilidade regional

República Popular da China fez um apelo oficial aos Estados Unidos para que cessem “imediatamente” as sanções e o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba, segundo declarações de porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores da China. A posição foi reafirmada em coletivas de imprensa e pronunciamentos públicos ao longo de 2025 e início de 2026.

O pedido chinês se baseia na repetida condenação das medidas unilaterais dos EUA, consideradas por Pequim como violação do direito internacional e das normas que regem as relações entre Estados soberanos. De acordo com declarações oficiais, a manutenção do bloqueio e das sanções causou “estragos na economia e na subsistência do povo cubano”.

Em coletiva de imprensa relatada por agências internacionais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou que “usar repetidamente a chamada lista de ‘Estados patrocinadores do terrorismo’ para impor sanções unilaterais contra Cuba é completamente infundado” e criticou a postura norte-americana como “hegemonia e intimidação”.

A China também destacou seu histórico de apoio diplomático a resoluções internacionais que pedem o fim do embargo imposto pelos EUA a Cuba. Segundo relatos das Nações Unidas, Pequim votou a favor de tais resoluções por três décadas consecutivas, defendendo a soberania cubana e a não interferência em assuntos internos do país caribenho.

As declarações chinesas ocorrem em um contexto de relações tensas entre Pequim e Washington em diversas frentes — incluindo disputas comerciais e negociações diplomáticas multilaterais —, mas o foco oficial permanece na crítica às medidas coercitivas unilaterais que afetam países como Cuba e na defesa de uma ordem internacional baseada no respeito à soberania e ao diálogo.

O que está em jogo

Especialistas em relações internacionais — embora não citados diretamente neste texto por falta de verbatim verificável — tendem a observar que pedidos diplomáticos como o de Pequim refletem:

  • Tensões geopolíticas mais amplas entre EUA e China, que se estendem a políticas comerciais e estratégicas.
  • O papel da China na América Latina e no Caribe, particularmente em temas de desenvolvimento e cooperação.
  • A importância contínua do tema do bloqueio cubano nas agendas multilaterais, como na Assembleia Geral da ONU. Por Alan.Alex / Painel Político

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