Brasil recebe tsunami de dólares, bolsa dispara e dólar volta a cair

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Entrada forte de capital estrangeiro impulsiona Vale e Petrobras e leva ações a máximas históricas

Lula-dólar
Lula-dólar (Foto: REUTERS)
Conteúdo postado por Luís Mauro Filho 
247 – O mercado financeiro brasileiro viveu um pregão de forte euforia nesta quarta-feira (11), com o Ibovespa ultrapassando pela primeira vez os 190 mil pontos e o dólar registrando leve queda frente ao real. O movimento foi sustentado por entrada consistente de capital estrangeiro, desempenho robusto de ações de grande peso e repercussões do cenário externo e político.

Ao final do dia, o Ibovespa avançou 2,22%, encerrando aos 190.058,97 pontos, segundo dados preliminares. No melhor momento do pregão, alcançou 190.561,18 pontos, estabelecendo novo recorde intradia. Ao longo da sessão, o índice também superou pela primeira vez os patamares de 188 mil e 189 mil pontos. A mínima foi de 185.936,27 pontos. O volume financeiro somava cerca de R$ 34,9 bilhões antes dos ajustes finais.

Já o dólar recuou 0,18%, fechando cotado a R$ 5,18, retornando ao mesmo nível observado em maio de 2024.

Blue chips e resultados corporativos impulsionam alta

O desempenho das chamadas blue chips foi determinante para o avanço do índice. Ações de Vale, Petrobras e Itaú Unibanco lideraram os ganhos, refletindo o apetite de investidores estrangeiros por papéis de grande liquidez.

No noticiário corporativo, os resultados trimestrais também contribuíram para reforçar o viés positivo. A Suzano disparou mais de 13%, após divulgar números considerados fortes e indicar expectativas favoráveis para a demanda de celulose. A TIM avançou cerca de 8%, acompanhando a repercussão de resultados acima do esperado no último trimestre do ano passado.

Payroll acima do esperado impacta cenário global

No exterior, o principal vetor de influência foi a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll. Segundo o Departamento do Trabalho do governo americano, foram criadas 130 mil vagas fora do setor agrícola em janeiro, resultado superior às projeções do mercado, que apontavam abertura de 66 mil postos.

O dado reforçou a avaliação de que a economia norte-americana segue resiliente, o que reduz a probabilidade de um corte de juros já em março pelo Federal Reserve (Fed). Parte dos analistas passou a considerar mais provável uma eventual redução apenas em julho.

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