Gravações atribuídas a servidores e assessores levantam sérias suspeitas de irregularidades eleitorais, exigindo apuração imediata pelas autoridades
Foto: Geraldo Bubniak/AENÁudios divulgados nesta semana trouxeram à tona graves alegações de arrecadação irregular de recursos dentro da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), supostamente destinados a campanhas eleitorais envolvendo o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) e o secretário estadual das Cidades, Guto Silva (PSD). As gravações, atribuídas ao superintendente da Sanepar Rafael Malaguido e a Jaime, chefe de gabinete de Guto Silva, indicam conversas sobre solicitações de valores a funcionários comissionados da estatal. De acordo com o conteúdo circulante, os recursos seriam usados para cobrir déficits de campanhas passadas de Ratinho Junior e preparativos para futuras disputas, incluindo a de Guto Silva ao governo estadual em 2026.
Outras gravações mencionam Cláudio Stábile, ex-presidente da Sanepar, que teria exigido parcelas do Programa de Participação nos Resultados (PPR) de servidores indicados politicamente. A justificativa alegada seria o pagamento de um rombo financeiro em campanha eleitoral anterior, na qual ele atuaria como tesoureiro.
Um dos áudios faz referência a Luiz Carlos Jacovassi, gerente regional da Sanepar, descrito como alguém que “não cai” e que provocaria comemorações caso fosse removido do cargo. Nos bastidores políticos, circula a informação de que Jacovassi foi nomeado a pedido do secretário de Saúde Beto Preto.
Se confirmadas pelas investigações, as condutas descritas poderiam configurar abuso de poder econômico, uso indevido de estrutura pública para fins eleitorais e possíveis irregularidades no financiamento de campanhas, envolvendo verbas de uma empresa estatal e benefícios devidos a trabalhadores.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autenticidade das gravações. A Sanepar, o governador Ratinho Junior, o secretário Guto Silva e os demais citados não emitiram manifestações públicas sobre o teor do material. O deputado estadual Arilson Chiorato (PT) protocolou denúncia junto ao Ministério Público para apuração dos fatos.
Especialistas em direito eleitoral e administrativo enfatizam a necessidade de investigação rigorosa pelos órgãos de controle, garantindo o contraditório e a ampla defesa a todos os envolvidos. O episódio ganha repercussão nas redes sociais e na imprensa paranaense, podendo impactar o cenário político do estado nos próximos meses.
CLIQUE AQUI para ouvir os áudios no Diário de Maringá. Por Alan.Alex / Painel Político


