Artrite reumatoide: uma vida sem dor é possível?

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Reumatologista do Hospital São José explica como o tratamento adequado pode frear a progressão da doença

A artrite reumatoide atinge mais de 2 milhões de pessoas no Brasil, afetando duas vezes mais as mulheres do que os homens. A doença é autoimune, inflamatória e crônica, e ataca principalmente as articulações. Nesse quadro, o sistema imunológico agride as estruturas do próprio organismo, causando inflamação e, por isso, os pacientes costumam sentir dores extremas nos pés e nas mãos.

A sua origem envolve a predisposição genética associada a fatores ambientais e de estilo de vida, como o tabagismo. De acordo com a Dra. Maria da Gloria Barros, reumatologista do Hospital São José, o diagnóstico precoce é muito importante para o tratamento. “Existe uma janela de oportunidade fundamental nos primeiros meses da doença. Os sintomas iniciais incluem dor, inchaço e rigidez nas mãos e nos punhos e dificuldade para movimentá-los ao acordar”, explica.

Ainda não há cura definitiva, mas é possível alcançar uma estabilização do quadro, mantendo a doença praticamente sem atividade. Isso acontece por meio de medicamentos que controlam a inflamação e impedem a progressão da doença, como metotrexato, imunobiológicos e terapias-alvo. “Todo medicamento pode causar efeitos adversos, mas os tratamentos atuais são seguros quando bem indicados e monitorados. Para isso, realizamos exames antes e durante o tratamento”, comenta a médica.

Para a reumatologista, é importante lembrar que uma artrite reumatoide ativa e não tratada também gera riscos significativos para a saúde. A inflamação persistente pode provocar erosões ósseas, deformidades e perda de função e, em alguns casos, pode comprometer os pulmões, olhos, pele, vasos e sistema cardiovascular. Muitas vezes, essas consequências são irreversíveis. Diante disso, é fundamental começar o tratamento o quanto antes.

Além da medicação, o paciente precisa parar de fumar, caso seja fumante, e cuidar dos fatores de risco cardiovascular para prevenir complicações. O exercício físico também é um pilar essencial do tratamento, ajudando a preservar a força muscular, a mobilidade e o condicionamento e melhorando a fadiga, o sono e a qualidade de vida como um todo. Nos períodos de maior inflamação do corpo, a atividade precisa ser adaptada para não piorar o estado do paciente.

Segundo a Dra. Maria da Glória, ter um diagnóstico de artrite reumatoide não significa passar a vida sofrendo de dores extremas sem perspectiva de melhora. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitos pacientes alcançam o controle ou a baixa atividade da doença e seguem com uma vida ativa e com qualidade — incluindo os casos difíceis, que exigem mais ajustes no tratamento ao longo do caminho. “Com acompanhamento regular do reumatologista, adesão ao tratamento, atividade física, cuidado com o emocional e hábitos de vida saudáveis, o controle da doença se torna cada vez mais possível”. Com informações de Camila Parreira da FSB. Imagem extraída da página da reumatologista dra. Geise Geraldino

 

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