Alunos do Ruy Barbosa promovem grande passeata pela paz

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Teixeira de Freitas – Centenas de alunos das escolas estaduais de Teixeira de Freitas saíram às ruas na quinta-feira (13) em uma caminhada em prol da paz. Dois eventos trágicos, um deles envolvendo dois estudantes do Colégio Estadual Democrático Ruy Barbosa, desencadearam o movimento, que contou com a participação de representantes da comunidade, amigos e familiares das vítimas.

A passeata percorreu várias ruas centrais de Teixeira de Freitas.

Na sexta-feira (7), Áthila Pereira Vieira, 17 anos, ainda uniformizado, foi morto por um colega de escola, de 16 anos, que lhe desferiu quatro tiros. No domingo (9), o falecimento de mais um jovem chocou a comunidade teixeirense, Jeovane Conceição Silva, de 17 anos, da comunidade de Arara, foi vítima fatal de um atropelamento que atingiu ainda outras duas pessoas.

Os alunos, professores, amigos e familiares deram início à caminhada, partindo da própria escola, por volta das 8h30min. Acompanhados por mini trios, o clamor pela paz durante todo o percurso foi intensificado através das mensagens e louvores a Deus. A reflexão paralisou parte do comércio local, que saiu às portas das lojas para acompanhar a passeata. 

Após percorrer a av. Mal Castelo Branco e retornar à praça da Bíblia, os manifestantes se reuniram para os últimos discursos e, de mãos dadas e em uníssono, fizeram a Oração do Pai Nosso. De acordo com Maria de Fátima Bittencourt Silveira, diretora do Ruy, o objetivo “foi atingir a sociedade teixeirense sobre a realidade que nós estamos vivendo; não temos paz”.

Ela ainda destacou que as manifestações têm extrema importância para que os governantes tomem ciência de que Teixeira de Freitas está crescendo e a violência ainda mais, sendo urgente que políticas públicas preventivas e repressivas existam e sejam aplicadas de forma eficaz. “A população não pode se calar diante de tragédias como as que aconteceram, não dá para ver isso e continuar inerte”, comentou um dos manifestantes. Em uma das faixas lia-se: “Em tempos de paz, os filhos sepultam os pais. Em tempo de guerra, os pais sepultam os filhos”.  Por Raíssa Félix / Jornal Alerta.