Allan Kardec: o pedagogo e codificador

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Final- Assistindo os propalados fenômenos, na casa da sonâmbula senhora Roger, depois na casa de madame Plainemaison e, finalmente, na casa da família Baudin, recebe muitas mensagens através da mediunidade das jovens Caroline e Julie. Conclui, afinal, que eram efetivamente manifestações inteligentes produzidas pelos Espíritos dos homens que deixaram a Terra.
Hippolyte resolveu adotar o pseudônimo de Allan Kardec (seu nome em uma reencarnação anterior) para não comprometer a Doutrina, pois já era autor de outras obras renomadas na Europa.
Após tomar conhecimento de sua missão, Kardec se dedica a desafiadora tarefa da Codificação Espírita, elaborando as obras básicas em função dos ensinamentos fornecidos pelos Espíritos, sendo a primeira delas – “O Livro dos Espíritos” – publicada em 18 de abril de 1857, e tida como marco inicial da codificação do Espiritismo.
Explicando a sua convicção, sustenta que a sua crença apoia-se em raciocínio e fatos. É do seu feitio examinar antes, de negar ou afirmar a priori, qualquer tema. “(…) Foi, portanto, como racionalista estudioso, emancipado do misticismo, que ele se pôs a examinar os fatos relacionados com as ‘mesas girantes’: tendo adquirido, no estudo das ciências exatas, o hábito das coisas positivas, sondei, perscrutei esta nova ciência (o Espiritismo) nos seus mais íntimos refolhos; busquei explicar-me tudo, porque não costumo aceitar ideia alguma, sem lhe conhecer o como e o porquê”.
Fundou Kardec em 1 de abril de 1858 a primeira sociedade espírita com o nome de “Societe Parisense des Etudes Spirites” e no mesmo ano edita a Revista Espírita, primeiro órgão espírita na Europa. No dia 15 de janeiro de 1861 lança “O Livro dos Médiuns” e, depois, sucessivamente, “O Evangelho segundo o Espiritismo, “O Céu e o Inferno” e “A Gênese”.
Na Revista Espírita de maio de 1869, lê-se: “(…) trabalhador infatigável, sempre o primeiro e o último a postos. Allan Kardec desencarnou a 31 de março de 1869 (…)”. “Nele, como em todas as almas fortemente temperadas, a lâmina gastou a bainha. (…)”.
Cumprida estava modelarmente a missão do expoente máximo da Terceira Revelação, abrindo caminho ao Espiritismo (…) a grande voz do Consolador Prometido ao mundo pela misericórdia de Jesus. Muita paz!