Primeiro-ministro alega que perdão ajudaria a reduzir tensões e unificar o país
Benjamin Netanyahu (Foto: Reuters/Mike Segar)
247 – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou um pedido formal de indulto ao presidente Isaac Herzog, segundo o jornal O Globo. A solicitação foi enviada em meio ao processo por corrupção no qual o premiê é réu desde 2019, quando foi acusado de fraude, abuso de confiança e suborno, acusações que ele rejeita.
Na carta enviada ao chefe de Estado, Netanyahu sustenta que o perdão poderia “reconciliar a divisão nacional” e contribuir para amenizar o clima político. Herzog respondeu que analisará “sinceramente” o pedido, destacando tratar-se de um caso excepcional.
Netanyahu fala em divisões internas e pressões políticas
Em declaração em vídeo, Netanyahu afirmou que “a continuação do julgamento está nos dividindo por dentro, provocando divisões acirradas e intensificando as divergências”. O primeiro-ministro argumentou também que, a seu ver, houve “crimes graves” na construção das acusações. Segundo ele, embora desejasse acompanhar o processo até uma eventual absolvição, “a realidade diplomática e de segurança, o interesse nacional, exige o contrário”.
O premiê informou ainda que sua decisão de formalizar o pedido ocorreu após ser obrigado a depor três vezes por semana. O Gabinete da Presidência classificou a solicitação como extraordinária e destacou seu potencial impacto político e institucional. O material enviado inclui uma carta detalhada do advogado de Netanyahu e outra assinada pelo próprio chefe de governo.
Trump reforça apelo por indulto ao premiê israelense
No dia 12, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encaminhou a Herzog um pedido formal para que o indulto fosse concedido. Ele afirmou que as acusações contra Netanyahu configurariam “uma perseguição política”, repetindo o argumento utilizado em seus próprios processos criminais.
Herzog agradeceu o gesto do líder estadunidense e elogiou sua atuação em negociações recentes, incluindo o acordo de cessar-fogo com o Hamas mediado por Washington em outubro. O presidente israelense enfatizou, porém, que qualquer perdão deve cumprir estritamente o rito oficial, que exige pedido formal da pessoa interessada.
Próximas etapas da análise jurídica do pedido
Ainda conforme a reportagem, o pedido foi enviado ao Departamento Jurídico do Gabinete presidencial e seguirá para o Departamento de Indultos do Ministério da Justiça. Após essa etapa, os pareceres serão encaminhados à assessoria jurídica da Presidência, que elaborará uma recomendação final para Herzog.


