10 curiosidades insanas sobre a Morte Rastejante, a banda mais underground de Teixeira

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Com um nome inspirado no Metallica, um mascote com aparência demoníaca e uma trajetória marcada por mudanças de formação, personalidade forte e som pesado como vigas de aço, a banda Morte Rastejante faz parte da história do rock underground de Teixeira de Freitas

Fundado em 2009, o grupo já passeou por diferentes vertentes do rock, do repertório de Elvis Presley e Raul Seixas ao punk dos Ramones e ao heavy metal do Black Sabbath. Mas, por trás dos amplificadores e das guitarras distorcidas, existem histórias que ajudam a entender a identidade da banda mais controversa do cenário musical do extremo sul baiano.

Confira 10 curiosidades que você não sabia sobre a Morte Rastejante:

1) A banda nem sempre se chamou Morte Rastejante

Antes de adotar o nome atual, o grupo utilizava o nome Noise. A formação inicial contava com Josemar Almeida, no baixo, Fernando “Du”, na guitarra, e Alberto “Betinho”, na bateria. Ao longo dos anos, muitos músicos passaram pela banda, mas Josemar, conhecido como “Tatuzão”, é o único integrante que permanece da formação original.

2) O nome veio de uma música do Metallica

A origem do nome Morte Rastejante está na música “Creeping Death”, do Metallica. A ideia surgiu quando Tatuzão e Betinho ouviram a faixa, procuraram a tradução e perceberam que o título tinha força suficiente para batizar uma banda.

Apesar de alguns integrantes da época considerarem o nome pesado demais por fazer referência à morte, a escolha prevaleceu e continua identificando o grupo até hoje.

3) A banda tem um mascote monstruoso chamado Mazinho

Além dos músicos, existe outro personagem importante na identidade da Morte Rastejante: Mazinho. O mascote é descrito como uma criatura com corpo humano, cauda de cobra e asas de morcego.A figura representa o lado mais sombrio e irreverente da banda, funcionando como um símbolo próprio dentro do universo visual do grupo.

4) De Elvis Presley aos Ramones: o repertório não tem fronteiras estreitas

A Morte Rastejante não se limita a um único estilo musical. Ao longo de sua trajetória, a banda já interpretou clássicos de Elvis Presley e Raul Seixas, passou pelo punk rock dos Ramones e chegou ao peso do Black Sabbath.

O repertório também inclui músicas de outras bandas de diferentes épocas, dos anos 1960 ao período pós-2000. Essa diversidade mostra que, para o grupo, a história do rock oferece muito mais possibilidades do que seguir uma única vertente.

5) O atual vocalista já tocou baixo na banda

Junior Leal, conhecido como “Boka”, atualmente assume os vocais, mas já ocupou outra função em uma formação anterior: a de baixista.

A experiência não ficou para trás. Quando necessário, ele ainda pode dar suporte no instrumento, mostrando que a dinâmica interna da banda vai além dos papéis fixos de cada integrante.

6) O baixista também assume a bateria

Tatuzão é outro músico que acumula funções. Além de tocar baixo, ele também assume a bateria em diferentes músicas, revezando os instrumentos conforme a necessidade do repertório.Essa alternância exige entrosamento entre os integrantes e faz parte da dinâmica das apresentações da Morte Rastejante.

7) A banda virou uma espécie de ponto de passagem do rock underground local

Ao longo dos anos, diversos músicos de outras bandas do cenário underground de Teixeira de Freitas passaram pela Morte Rastejante.

Essa circulação de integrantes acabou criando uma relação de proximidade com outros grupos da cena local. Segundo o relato da banda, o espaço também funciona como uma espécie de apadrinhamento musical, fortalecendo os laços entre diferentes gerações e projetos do rock teixeirense.

8) Uma apresentação de Halloween foi cancelada por causa de uma revista nos músicos

A personalidade forte de Tatuzão já teve consequências concretas na agenda do grupo. Em uma ocasião, a banda cancelou uma apresentação prevista para uma festa de Halloween no Clube Jacarandá, em Teixeira de Freitas.

O motivo foi uma discordância envolvendo uma revista nos músicos para que pudessem entrar no clube. Tatuzão considerou a medida ofensiva, argumentando que o grupo estava ali para se apresentar e entreter o público.

Diante do impasse com a organização, decidiu que a banda não subiria ao palco. O episódio mostra como as convicções pessoais também podem pesar nas decisões do grupo.

9) Uma entrevista em rádio também terminou em cancelamento

Mais recentemente, menos de um mês antes do relato, a banda cancelou uma entrevista acompanhada de apresentação em uma rádio da cidade.

A exigência era que o grupo tocasse em formato acústico, com voz e violão. Tatuzão discordou da proposta e tentou argumentar que a identidade da Morte Rastejante está ligada ao som elétrico, à intensidade e ao peso dos instrumentos.

Como não houve acordo com a organização, ele optou por cancelar a participação. Para o músico, apresentar a banda em um formato diferente daquele que representa sua proposta original não fazia sentido.

10) Nos bastidores, o clima também pode ferver

Tatuzão é conhecido entre os integrantes por seu temperamento forte, pela franqueza e por falar diretamente o que pensa. Ele exerce uma liderança firme nas decisões e nas ideias defendidas pela banda.

Mas a Morte Rastejante é formada por músicos com personalidades, opiniões, gostos e profissões diferentes. Como acontece em muitos grupos, essas diferenças podem provocar divergências, tanto nos bastidores quanto na organização dos shows.

Apesar disso, existe um objetivo comum que mantém a banda coesa: a devoção à música.

Uma história que continua sendo escrita

Em 2026, a formação da Morte Rastejante conta com Junior Leal, o “Boka”, nos vocais; Josemar “Tatuzão” no baixo e na bateria; Patrick “Pill” e Caio “Kirah” nas guitarras; e André “Deko” na bateria.

Com mais de uma década e meia de trajetória, a banda carrega histórias que vão muito além dos acordes distorcidos. Entre homenagens às raízes do rock, mudanças de integrantes, um mascote peculiar e decisões que refletem a personalidade de seus músicos, a Morte Rastejante segue construindo sua identidade no underground de Teixeira de Freitas.

Porque, para essa banda, o rock não é apenas um gênero musical: é também defender suas ideias, preservar sua identidade e continuar fazendo música à própria maneira. Por Luiz Oss

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